Epidemia de dengue em 2016, somados aos casos de Zika Vírus e Chikungunya acende a luz de alerta dos pesquisadores para 2017
Em 2016, Ribeirão Preto enfrentou uma situação preocupante: uma epidemia de dengue que superou 35 mil casos, além de surtos de febre chikungunya e Zika. Mas o desafio não parou por aí.
Um novo vírus ameaça: a febre do Mayaro
Um vírus pouco conhecido, a febre do Mayaro, trouxe novas preocupações. Comum em regiões silvestres da Amazônia, o vírus parece ter se adaptado a ambientes urbanos, com casos registrados no Haiti, América Central e América do Sul, incluindo o Tocantins, no Brasil. A semelhança dos sintomas com a febre chikungunya dificulta o diagnóstico.
Diagnóstico e pesquisa em Ribeirão Preto
Virologistas da USP de Ribeirão Preto estão desenvolvendo um kit de diagnóstico para facilitar a identificação da febre do Mayaro. O professor Benedito Fonseca, pesquisador envolvido no projeto, explica as dificuldades em diagnosticar a doença, que até então estava confinada principalmente à região amazônica e suas bordas. Embora a disseminação em larga escala para outras regiões do Brasil não seja considerada provável, a preocupação permanece.
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Preocupação e falta de imunidade
A ausência de imunidade humana ao vírus da febre do Mayaro é um fator crítico. O ciclo de transmissão na natureza envolve mosquitos e macacos, e a infecção em humanos ocorre através da picada do mosquito. Os sintomas incluem febre, cansaço, manchas vermelhas, dor de cabeça, dores articulares e, em alguns casos, fotossensibilidade. Embora os sintomas se assemelhem aos da febre chikungunya, as dores e o inchaço articular na febre do Mayaro podem ser mais intensos e prolongados.



