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USP Ribeirão estuda eficácia do transplante de células tronco em pacientes com esclerose múltipla

Tratamento é pioneiro no mundo; estudo envolveu pesquisadores do Brasil, Inglaterra, Estados Unidos e Suécia
esclerose múltipla
Tratamento é pioneiro no mundo; estudo envolveu pesquisadores do Brasil, Inglaterra, Estados Unidos e Suécia

Tratamento é pioneiro no mundo; estudo envolveu pesquisadores do Brasil, Inglaterra, Estados Unidos e Suécia

A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória crônica que afeta o sistema nervoso central, causando diversos sintomas debilitantes. Pacientes com EM podem apresentar dificuldades para andar, perda de visão, fraqueza muscular e alterações no controle urinário, entre outros.

Um Caso de Sucesso com Tratamento Pioneiro

Alexandre Suárez, um vendedor de 35 anos, foi diagnosticado com EM e experimentou em primeira mão os desafios da doença. Inicialmente, atribuiu seus sintomas – dormência e fraqueza – ao estresse do trabalho. Contudo, a progressão da doença o levou a procurar tratamento no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, onde participou de um estudo inédito utilizando transplante de células-tronco.

Transplante de Células-Tronco: Uma Nova Esperança

O tratamento com células-tronco, realizado em parceria com pesquisadores da Inglaterra, Estados Unidos e Suécia, mostrou-se mais eficaz do que os tratamentos convencionais com medicamentos. A Dra. Maria Carolina de Oliveira Rodrigues, integrante da equipe de pesquisa, destaca que os pacientes submetidos ao transplante mantiveram a doença controlada por períodos significativamente mais longos do que aqueles tratados apenas com medicamentos. Alexandre, que chegou a usar cadeira de rodas, recuperou sua qualidade de vida, conseguindo realizar tarefas cotidianas como subir escadas.

Avanços e Desafios na Pesquisa

A pesquisa revelou que, em cinco anos, cerca de 80% dos pacientes tratados apenas com medicamentos convencionais tiveram a doença reativada. O transplante de células-tronco, no entanto, não é indicado para todos os pacientes com EM, apenas para aqueles com doença inflamatória ativa e evidências de inflamação em exames de ressonância magnética. Apesar dos resultados promissores, novas pesquisas são necessárias para comparar o transplante com os novos medicamentos convencionais que estão surgindo no mercado. O acompanhamento dos pacientes transplantados pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto ao longo de cinco anos é fundamental para a continuidade dos estudos e a busca por tratamentos cada vez mais eficazes para a esclerose múltipla.

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