USP Ribeirão firma parceria com a Sinovac para desenvolver vacinas e novas tecnologias em saúde
A Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (USP) firmou um acordo de intenções com o grupo chinês Sinovac Biotech, um dos maiores no desenvolvimento e produção de vacinas e biotecnologias. O acordo visa cooperação científica, projetos conjuntos e compartilhamento de estruturas de laboratórios. Para detalhar, convidamos o Professor Sergio Akira, diretor da faculdade.
O que a parceria significa?
Segundo o Professor Akira, a parceria permitirá desenvolver produtos estratégicos para o país, como novas formulações de vacinas mais estáveis, seguras e com maior durabilidade. Ele citou o exemplo de vacinas que exigem armazenamento em temperaturas muito baixas, dificultando a aplicação. Uma formulação mais estável facilitaria o transporte e a manutenção da viabilidade da vacina.
A Expertise da Sinovac e da USP
A Sinovac possui mais de 20 anos de experiência em doenças infecciosas e desenvolvimento de vacinas, com 13 já comercializadas globalmente. Essa troca de tecnologia, que engloba a forma de conduzir estudos, é crucial. A parceria visa avançar em tecnologias de última geração, como sistemas de entrega de vacinas de RNA e nanopartículas. Além disso, a produção de antígenos recombinantes, novos adjuvantes e kits de diagnóstico de alta precisão também estão nos planos.
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Expectativas e Próximos Passos
Em curto prazo, esperam-se testes de formulação. A faculdade possui competência na formulação de insumos farmacêuticos para vacinas. Produtos vacinais e kits de diagnóstico dependem de etapas regulatórias e estudos clínicos, um processo de médio a longo prazo. A parceria pode trazer novas formas de aplicação de vacinas.
Ribeirão Preto é um polo produtor de biotecnologia e ciência. A Sinovac domina tecnologias de produção de vacinas que o Brasil ainda não domina totalmente, como vacinas com vírus mortos ou fracionados. A expectativa é que, em breve, vacinas com essas tecnologias cheguem ao mercado através dessa parceria.
O acordo representa um passo significativo para o avanço da pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias em saúde no Brasil.



