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USP Ribeirão identifica mecanismo que desenvolve e faz piorar dor associada ao tratamento de câncer

Testes que foram feitos em camundongos, usando remédios da quimioterapia, mostram respostas adversas
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Testes que foram feitos em camundongos, usando remédios da quimioterapia, mostram respostas adversas

Testes que foram feitos em camundongos, usando remédios da quimioterapia, mostram respostas adversas

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto identificaram um novo mecanismo relacionado ao desenvolvimento de dor em pacientes com câncer em tratamento. A pesquisa, publicada na revista científica Cancer and Metastasis Reviews, revelou que a combinação de quimioterapia e imunoterapia pode aumentar os efeitos colaterais, intensificando a dor e, em alguns casos, levando à interrupção do tratamento.

Combinação de Quimioterapia e Imunoterapia: Um Novo Desafio

O estudo focou no medicamento paclitaxel, amplamente utilizado no combate a tumores sólidos. Embora eficaz contra o câncer, o paclitaxel pode causar neuropatia, danificando os neurônios e resultando em dor. A pesquisa mostrou que a adição de imunoterapias, embora melhore a eficácia do tratamento contra o câncer, intensifica a neuropatia e, consequentemente, a dor, devido a um aumento do processo inflamatório em regiões sensíveis à dor.

A Busca por Soluções: Dissociando o Efeito Benéfico do Colateral

O próximo passo da pesquisa é identificar moléculas que contribuem para a neuropatia e a dor, mas que não são essenciais para a ação antitumoral do tratamento. A equipe busca dissociar esses dois mecanismos, encontrando formas de bloquear a dor sem comprometer a eficácia do tratamento contra o câncer. A descoberta de moléculas candidatas abre caminho para o desenvolvimento de novas estratégias para minimizar a dor em pacientes oncológicos.

Avanços e Esperanças

A identificação desse mecanismo representa um avanço significativo no combate à dor em pacientes com câncer. Ao entender melhor a relação entre a combinação de medicamentos e o desenvolvimento da dor, os pesquisadores abrem caminho para estratégias que permitam otimizar o tratamento, reduzindo os efeitos colaterais e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. A diminuição da dor pode levar a um aumento da possibilidade de cura e a uma melhor adesão ao tratamento, proporcionando mais esperança para os pacientes oncológicos.

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