O ‘eculizumab’ pode ser eficaz na desinflamação do organismo; quem explica é o médico Rodrigo Calado
A infecção pelo coronavírus se desenvolve em quatro etapas: transmissão, entrada do vírus na célula, replicação e destruição celular, culminando na disseminação do vírus e inflamação generalizada. O tratamento dessa inflamação é um foco crucial.
O Medicamento Ecolizumab
O ecolizumab, um anticorpo monoclonal em estudo no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, atua na resposta inflamatória do sistema imunológico, buscando evitar a hiperinflamação, particularmente nos pulmões. Ele inibe o sistema complemento, uma cascata de proteínas sanguíneas que amplificam a inflamação.
Estudo Clínico e Resultados
O estudo fase 2 do ecolizumab, realizado em parceria com a Universidade da Pensilvânia, demonstrou redução significativa na inflamação pulmonar em pacientes. Um estudo fase 3, utilizando o ecolizumab ou o Amy101 (uma molécula menor e mais barata com mecanismo de ação semelhante), está em andamento na Grécia, com a expectativa de expansão para o Brasil. A alta custo do ecolizumab (cerca de R$ 90.000 por dose) limita seu uso a pacientes graves ou potencialmente graves, internados e com insuficiência respiratória.
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Considerações Finais
Embora promissor, o ecolizumab ainda não é um tratamento definitivo para a COVID-19. Os resultados do estudo fase 3 são aguardados para confirmar sua eficácia e viabilidade em larga escala. A pesquisa continua buscando alternativas, incluindo o estudo do plasma convalescente em estágios iniciais da doença. A busca por tratamentos eficazes e acessíveis permanece um desafio.



