Professor Antonio Cláudio Tedesco falou à CBN Ribeirão
Um novo tratamento contra o câncer de pele baseado em nanotecnologia tem potencial para aumentar o índice de cura em pacientes para até 100%. A tecnologia já está sendo testada em seres humanos, USP Ribeirão usa nanotecnologia no tratamento, com mais de 500 pacientes tratados em ambulatórios de São Paulo e Brasília.
Segundo o professor Antônio Cláudio Tedesco, pesquisador e coordenador da área de nanotecnologia da USP de Ribeirão Preto, o tratamento utiliza nanocarreadores, que são estruturas construídas em escala nanométrica, cerca de 90 mil vezes menor que um fio de cabelo. Essa redução de tamanho permite uma interação mais específica e eficaz do medicamento com as células doentes.
Além do câncer de pele, a nanotecnologia está sendo estudada para o tratamento de outras doenças, incluindo cânceres viscerais como próstata, bexiga e útero, além de doenças neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer, e tumores cerebrais como glioma e glioblastoma.
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A pesquisa na área de câncer começou em 1995, mas a aplicação da nanotecnologia e dos nanocarreadores teve início por volta de 2005 e 2006, expandindo-se desde então para diversas patologias. Atualmente, a tecnologia está em fase de transferência para parceiros comerciais interessados em produzir o medicamento em escala para distribuição em ambulatórios e no sistema público de saúde em todo o Brasil.
Hoje, o medicamento utilizado nos tratamentos é produzido na USP de Ribeirão Preto, fruto de convênio com os ambulatórios que atendem pacientes com câncer de pele. A cidade de Ribeirão Preto é considerada um polo de alta tecnologia na área da saúde, sendo referência municipal, estadual e nacional no desenvolvimento dessa tecnologia.
A nanotecnologia é uma tendência mundial, com diversos países investindo em pesquisas para aplicações na saúde e outras áreas científicas.
Importância da nanotecnologia no tratamento: A nanotecnologia permite a criação de nanocarreadores que transportam medicamentos de forma mais precisa, aumentando a eficácia do tratamento e reduzindo efeitos colaterais.
Aplicações clínicas atuais: Mais de 500 pacientes com câncer de pele já foram tratados com essa tecnologia em ambulatórios no Brasil, com estudos em andamento para outras doenças.
Fase de comercialização: A pesquisa está na etapa de transferência tecnológica para produção em escala, visando ampliar o acesso ao tratamento pelo sistema público de saúde.
Relevância para Ribeirão Preto
A cidade é um polo de alta tecnologia em saúde, com a USP liderando pesquisas que atraem interesse nacional e internacional.
Entenda melhor
Nanocarreadores são estruturas em escala nanométrica que facilitam a entrega direcionada de medicamentos, aumentando a eficácia e reduzindo danos a células saudáveis. A nanotecnologia aplicada à medicina representa uma inovação promissora para o tratamento de câncer e outras doenças complexas.



