Peritos querem identificar a composição do material; itens que ficaram oxidados ao contato com o gás também serão periciados
Vazamento de gás tóxico em Pontau deixa um rastro de destruição e questionamentos.
Investigação em Andamento
Um vazamento de gás tóxico em Pontau, ocorrido no dia 4 de outubro, resultou na morte de uma mulher de 38 anos e deixou centenas de pessoas com problemas respiratórios. Mais de mil moradores abandonaram suas casas em cinco bairros da cidade. A polícia aguarda laudos da CETESB e da USP de Ribeirão Preto para elucidar o caso.
Análises da USP de Ribeirão Preto
A USP de Ribeirão Preto receberá, na semana seguinte ao ocorrido, amostras orgânicas de animais encontrados mortos após o vazamento. O trabalho do Departamento de Química da universidade é crucial para identificar a substância tóxica, auxiliando na investigação da origem e distribuição do produto. O professor Bruno Espinosa destaca a complexidade da análise, considerando a volatilidade das substâncias e o tempo decorrido desde o incidente. A coleta imediata de amostras (sangue, vísceras e ar) seria ideal para uma análise toxicológica mais precisa.
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Próximos Passos e Necessidade de Respostas
Além da análise da USP, a polícia também aguarda o laudo da CETESB e o resultado do exame toxicológico do sangue da vítima fatal. A investigação busca identificar a fonte do vazamento, o tipo de substância envolvida e os responsáveis pela sua circulação em Pontau. A população necessita de respostas urgentes para entender o ocorrido e prevenir futuros acidentes. A situação gerou pânico e uma corrida aos hospitais, como demonstram imagens da Santa Casa lotada de pessoas buscando atendimento médico.



