Iniciativa visa fomentar os cursos de ciência da computação no público feminino
Meninas são minoria em cursos de computação, mas projetos como o Technovation for Girls da USP de São Carlos buscam mudar essa realidade. O projeto de verão ensina meninas a desenvolver aplicativos, combatendo preconceitos de gênero na área de tecnologia.
Desafio da representatividade feminina na computação
Apenas 9% dos alunos formados em computação na USP são mulheres, e essa disparidade se repete globalmente. A falta de representatividade feminina em livros didáticos e a percepção de que a área é predominantemente masculina contribuem para esse cenário. A iniciativa da USP busca quebrar esses estereótipos e mostrar que a tecnologia é para todos, independentemente do gênero.
Aprendendo a desenvolver aplicativos: do conceito ao código
O Technovation for Girls guia as participantes por todo o processo de desenvolvimento de um aplicativo, desde a concepção da ideia até a programação. A orientadora de design, Jacqueline Santos Matins, destaca a importância da etapa inicial de brainstorming, onde todas podem contribuir com ideias criativas. Grupos de cinco meninas trabalham juntos, estimulando a colaboração e a integração.
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Ideias inovadoras e impacto social
As participantes demonstram criatividade e preocupação social em seus projetos. Ideias como um aplicativo para denunciar abuso sexual em escolas e outro para facilitar a adoção de animais demonstram o potencial das meninas em desenvolver soluções para problemas reais. O projeto prioriza estudantes da rede pública, representando 80% das inscritas.
A professora Kalinga Castelo Branc, mestre e doutora em computação, reforça a importância de apoiar as meninas em suas escolhas, independentemente da área que decidirem seguir. O curso de verão termina em abril, deixando um legado de empoderamento e inovação para as participantes.



