Além de dimiuir a quantidade de produtos químicos utilizados no processo de purificação, aparelho necessita de menos espaço
Em busca de soluções práticas, econômicas e ecologicamente corretas para o tratamento de água, a engenheira Talita Fagundes desenvolveu, durante seu mestrado na Escola de Engenharia de São Carlos, uma tecnologia inovadora que utiliza fibras flexíveis, tanto sintéticas quanto naturais. Adaptando um método já utilizado em outros continentes, como Ásia e Europa, ela criou dois filtros de alto rendimento para o tratamento de grandes volumes de água: um feito de algodão e outro de poliéster.
Vantagens do Algodão e do Poliéster
A escolha do algodão e do poliéster para a confecção dos filtros não foi aleatória. Segundo Talita, o algodão é amplamente produzido no Brasil e possui um custo acessível. Já o poliéster, além de também ser barato e facilmente encontrado (como o nylon), pode ser obtido a partir da reciclagem de garrafas PET, conferindo ao filtro uma “pegada ecológica” interessante.
Eficiência e Redução de Custos
Uma das grandes vantagens desses filtros é a sua capacidade de trabalhar com menores doses de produtos químicos. Ao remover as partículas maiores em uma primeira fase, o processo diminui a necessidade de produtos químicos, reduzindo os custos de tratamento e minimizando os danos ao meio ambiente. A filtragem foi pensada para aplicação industrial, otimizando o espaço utilizado.
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Economia de Espaço e Aplicação em Estações de Tratamento
Em comparação com os filtros convencionais de areia, os filtros de fibra flexível desenvolvidos por Talita Fagundes se destacam pela economia de espaço. A taxa de filtração, ou seja, o volume de água filtrado em um determinado período, é significativamente maior. Isso significa que as estações de tratamento podem filtrar o mesmo volume de água em áreas menores, representando uma vantagem considerável em termos de engenharia.
O estudo ainda está em fase experimental, com os resultados sendo monitorados pelo laboratório de tratamento avançado de reúso de águas. A expectativa é que, em breve, essa tecnologia possa ser implementada em estações de tratamento, contribuindo para a redução dos custos de abastecimento público de água nos municípios.



