Para obter o diagnóstico, um bastão de polímero é colocado em contato com a amostra do código genético do paciente
Há cinco anos, a atriz Angelina Jolie chocou o mundo ao anunciar que havia se submetido a uma dupla mastectomia preventiva. A decisão, tomada após descobrir que possuía 87% de risco de desenvolver câncer de mama, reacendeu o debate sobre a detecção precoce da doença. No Brasil, uma pesquisa de mestrado desenvolvida na USP de São Carlos oferece uma nova esperança nesse sentido.
Sensor inovador para detecção precoce
A pesquisa, orientada pelo professor Bruno Campos Janegits e realizada pela comandante Lais Ribovsky, resultou em um sensor capaz de avaliar a presença de mutações no gene BRCA1, associado ao câncer de mama. O método utiliza um bastão de polímero que entra em contato com uma amostra do código genético. Se houver a mutação, o sensor emite um sinal eletroquímico; caso contrário, não há resposta. A simplicidade e rapidez do teste são seus principais atrativos.
Custo-benefício e eficácia
De acordo com o professor Bruno, o custo estimado para cada teste ficaria em torno de R$ 80,00, um valor significativamente mais baixo que os métodos tradicionais. Além disso, o resultado estaria disponível em aproximadamente um dia. Apesar dos resultados promissores obtidos em testes com material sintético, a pesquisa ainda precisa avançar para testes em amostras biológicas reais. A expectativa é que o método se mostre tão preciso e exato quanto os testes genéticos convencionais, mas a um custo muito menor.
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Potencial impacto e próximos passos
O trabalho rendeu ao professor Bruno uma menção honrosa no Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia. A premiação é vista como um incentivo para atrair o interesse de empresas que possam investir no desenvolvimento e na comercialização do sensor. A inovação representa um avanço significativo na detecção precoce do câncer de mama, oferecendo um método mais acessível e eficiente para a população.



