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USP São Carlos desenvolvem biossensor que detecta risco do câncer de pâncreas

Os estudos proporcionam um diagnóstico mais rápido e barato da doença
câncer de pâncreas
Os estudos proporcionam um diagnóstico mais rápido e barato da doença

Os estudos proporcionam um diagnóstico mais rápido e barato da doença

Pesquisadores do Instituto de Física da USP de São Carlos desenvolveram um biosensor que detecta o risco de câncer de pâncreas em apenas 8 minutos, um tempo significativamente menor que os 40 minutos de exames tradicionais.

Diagnóstico Rápido e Acessível

O novo método, além da velocidade, apresenta custo estimado entre R$ 5 e R$ 6 por teste, tornando-o mais acessível. A técnica utiliza um chip com partículas de ouro e anticorpos que reagem à proteína K199 presente no sangue. Altos níveis dessa proteína podem indicar problemas nas células do pâncreas, sugerindo a possibilidade de tumores ou pancreatite.

Como Funciona o Biosensor

O biosensor funciona a partir da reação dos anticorpos presentes no chip com a proteína K199 no soro sanguíneo. A quantidade da proteína é então medida e representada em um gráfico, indicando a concentração da substância. Quanto maior a concentração, maior o risco de câncer de pâncreas ou pancreatite, podendo inclusive indicar a doença antes mesmo do aparecimento de sintomas.

Avanços e Implicações Futuras

Após quatro anos de pesquisa, com colaboração de cientistas portugueses e o Hospital de Câncer de Barretos, o biosensor mostrou resultados promissores em testes com 25 pacientes. A expectativa é que, após os ajustes finais, o exame seja incorporado à rotina do sistema de saúde, contribuindo para o diagnóstico precoce e tratamento mais eficaz do câncer de pâncreas, uma doença muitas vezes silenciosa e diagnosticada em estágios avançados.

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