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Usuários do transporte coletivo com necessidades especiais enfrentam problemas

Além da falta de equipamentos, reclamação é sobre constrangimento nos ônibus de Ribeirão Preto
Transporte coletivo necessidades especiais
Além da falta de equipamentos, reclamação é sobre constrangimento nos ônibus de Ribeirão Preto

Além da falta de equipamentos, reclamação é sobre constrangimento nos ônibus de Ribeirão Preto

Usuários do transporte coletivo em Ribeirão Preto enfrentam desafios diários que vão além da simples locomoção. A falta de equipamentos adequados e o mau funcionamento dos dispositivos destinados a pessoas com deficiência geram constrangimento e dificultam o acesso aos serviços essenciais.

Rampas Quebradas e a Luta Diária de Donizete

Donizete Silva Fonseca, vendedor que utiliza cadeira de rodas desde que foi baleado em um assalto, relata as dificuldades que enfrenta para chegar ao centro da cidade. Todas as manhãs, ele se dirige a um ponto de ônibus na Rua Javari, onde espera contar com a rampa eletrônica para embarcar. No entanto, nem sempre a rampa está em funcionamento.

Em uma ocasião, Donizete aguardava o ônibus na Rua Jerônimo Gonçalves quando a rampa travou, impedindo seu acesso. O motorista tentou solucionar o problema, mas, sem sucesso, decidiu seguir viagem, obrigando Donizete a esperar o próximo ônibus. “Tem algum motorista que tenta fazer o impossível, ajuda a colocar dentro do ônibus, mas não é todo mundo que ajuda. Não pode ficar acontecendo isso, tem de arrumar, a maioria está tudo quebrado”, desabafa.

Elevadores Defeituosos e o Desconforto de Gíuli

A situação de Donizete não é isolada. A estudante Gíuli Arrovanolo, que depende do transporte público para chegar ao Hospital das Clínicas, onde realiza tratamento, também enfrenta problemas. Ela relata que, frequentemente, o elevador do ônibus trava, exigindo a ajuda de terceiros para que ela consiga embarcar.

“Imagina, toda hora o elevador tem que parar e alguém tem que te ajudar a atingir e colocar dentro do ônibus. Toda vez acontecer isso. Não fica uma situação agradável”, lamenta Gíuli, evidenciando o desconforto e a humilhação causados pela falta de manutenção dos equipamentos.

Resposta das Autoridades e o Caminho para a Solução

Diante das inúmeras denúncias, o Consórcio PróUrbano, responsável pelo transporte coletivo na cidade, informou que irá verificar as reclamações e que os elevadores passam por manutenção preventiva diária. Quanto aos relatos de motoristas que não param para deficientes, o consórcio garantiu que irá investigar e, caso a denúncia seja confirmada, o condutor poderá ser punido administrativamente.

A Transerp, por sua vez, orienta os usuários que se sentirem prejudicados a entrar em contato com a central de atendimento pelo número 0800 771 0118.

A garantia de acessibilidade e a manutenção adequada dos equipamentos são cruciais para assegurar o direito de ir e vir de todos os cidadãos, promovendo uma cidade mais inclusiva e justa.

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