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Usuários do transporte coletivo encontram dificuldades com recarga de cartão em Ribeirão

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recarga de cartão transporte coletivo
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Quatro meses após a implementação obrigatória do cartão de ônibus no transporte urbano de Ribeirão Preto, usuários e comerciantes ainda enfrentam desafios significativos. Enquanto os passageiros lutam para encontrar pontos de recarga acessíveis e funcionando, os lojistas relatam problemas técnicos que os levaram a abandonar o serviço de recarga.

Dificuldades dos Usuários Persistem

As reclamações dos usuários são variadas e frequentes. Renata Araújo, manicure, relata a dificuldade constante em encontrar pontos de recarga operacionais. “Sempre que procuro, o sistema está fora do ar ou o logista não possui mais o equipamento. Não está facilitando a vida de ninguém, só prejudicando”, desabafa. A alternativa de comprar cartões diretamente com os motoristas, embora disponível, acarreta um custo adicional, já que não há troco para o valor pago.

Janne Aparecida, diarista, compartilha da mesma frustração. Desde a implantação do sistema de recarga, ela enfrenta dificuldades para recarregar seu cartão. “Complicou muito, há poucos pontos de recarga e muitas vezes estão fora do ar. Como que faz?”, questiona, ressaltando a necessidade de um sistema confiável e acessível, especialmente em situações de emergência.

Comerciantes Desistem da Recarga

Os comerciantes que se cadastraram para oferecer o serviço de recarga também enfrentam problemas. Maria Lígia de Março, proprietária de uma papelaria no bairro Ipiranga, desistiu de oferecer a recarga devido aos constantes problemas no sistema. “Impossibilidade de trabalhar, sem assistência técnica, sem material de trabalho, o principal funcionamento da máquina [não funciona]”, explica. Ela ressalta a falta de suporte técnico e a instabilidade do sistema como fatores determinantes para sua decisão.

Mesmo após a desistência, a máquina de recarga permanece em sua loja, sem que os responsáveis a retirem. Maria Lígia expressa preocupação com a segurança do equipamento, avaliado em R$ 1.500, e critica a falta de atenção por parte dos responsáveis.

Resposta das Autoridades

Em outubro do ano passado, o consórcio Pró-Urbano anunciou a disponibilidade de 420 postos de recarga distribuídos pela cidade, afirmando que o número seria suficiente para atender à demanda dos passageiros. Diante das reclamações persistentes, a Transerp, empresa responsável pelo gerenciamento do trânsito e do transporte na cidade, informou que solicitará providências. O consórcio Pró-Urbano, por sua vez, informou que o sistema de recarga apresentou um problema, mas que já foi resolvido.

Apesar das medidas anunciadas, a situação demonstra a importância de um sistema de transporte público eficiente e acessível, com pontos de recarga funcionando plenamente e suporte adequado tanto para usuários quanto para comerciantes.

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