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Vacina da Covid-19 pode sair esse ano, diz médico

Previsão foi baseada no melhor dos cenários; coordenador do estudo do HC diz que prazos são incertos
Vacina Covid-19
Previsão foi baseada no melhor dos cenários; coordenador do estudo do HC diz que prazos são incertos

Previsão foi baseada no melhor dos cenários; coordenador do estudo do HC diz que prazos são incertos

Vacina Butantan: Esperança de liberação ainda em 2023

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com uma empresa chinesa, tem potencial para ser liberada ainda este ano, segundo o médico Eduardo Barbosa Coelho, coordenador municipal dos testes em humanos (fase 3) em Ribeirão Preto. A fase 3 dos testes, que começará ainda este mês, envolverá 500 voluntários da área da saúde na cidade, somando-se a outros 9 mil em todo o Brasil.

Testes e cronograma

Embora otimismo exista, o médico alerta para a necessidade de cautela. Os prazos dependem da aprovação do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), embora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já tenha dado o sinal verde. A expectativa é de que mais informações sejam divulgadas até o final da semana. O estudo, com duração de um ano, prevê a vacinação do primeiro voluntário ainda em atrássto, com acompanhamento por três meses. As primeiras análises estatísticas estão previstas para outubro ou novembro, dependendo da conclusão do banco de dados e do cumprimento das metas de aplicação em todas as regiões.

Cenários e próximos passos

Um cenário pessimista aponta para atrasos nas análises ou resultados que indiquem alta taxa de contágio, adiando a conclusão para 2024. O Instituto Butantan receberá US$ 60 milhões do governo de São Paulo em setembro para produzir milhares de doses, embora insuficientes para toda a população. Grupos prioritários, como profissionais de saúde, idosos e diabéticos, podem ter acesso à vacina ainda este ano, dependendo do sucesso da pesquisa.

O desenvolvimento da vacina segue em ritmo acelerado, com a expectativa de resultados positivos e a promessa de um avanço significativo no combate à pandemia. A liberação ainda em 2023 dependerá da evolução da pesquisa e da aprovação das etapas regulatórias.

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