Com baixa aplicação da segunda dose da Astrazeneca, Rodrigo Stabile enfatiza a importância da vacinação
A diretora de vigilância em saúde de Ribeirão Preto, Luzia Olli, alertou para a baixa adesão à segunda dose da vacina AstraZeneca entre pessoas com comorbidades vacinadas entre 13 e 18 de maio. Cerca de 14 mil doses estavam reservadas, mas apenas 5 mil agendamentos foram feitos um dia antes da data da vacinação.
Riscos da não aplicação da segunda dose
Em entrevista à Rádio CDN, Rodrigo Stabile, diretor da Fiocruz, explicou que a segunda dose é crucial para a eficácia da vacina. Ele a comparou a um muro de proteção contra internações graves, intubação e morte. Stabile ressaltou que a segunda dose garante uma proteção próxima de 100% contra casos graves e óbitos. Além do benefício individual, a aplicação completa da vacina reduz a carga viral, protegendo também outras pessoas.
A importância da vacinação completa para combater variantes
A baixa adesão à segunda dose impacta a imunização em todo o país, permitindo que o vírus continue circulando e podendo gerar mutações, como a variante Delta, já presente em vários estados brasileiros. Stabile enfatizou que, embora a vacina proteja contra a variante Delta, sua eficácia é menor. A vacinação completa é fundamental para evitar a propagação dessa variante mais agressiva.
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Recomendações importantes
Stabile alertou contra a mistura de vacinas, pois a eficácia de doses diferentes não é cientificamente comprovada. Ele também desaconselhou a busca por doses de outras vacinas para viagens internacionais, pois isso pode prejudicar o sistema imunológico e comprometer a saúde do indivíduo. A recomendação é tomar a segunda dose da mesma vacina aplicada na primeira dose para garantir a proteção adequada.



