Artigo que circula nos grupos de whatsapp afirma que não. Verdade ou fake? Ouça a coluna Via Legal.
O debate sobre a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19 gerou diversas controvérsias, impulsionadas por declarações públicas e interpretações equivocadas de dispositivos legais.
Vacinação e o Código Civil: Uma Interpretação Distorcida
Um artigo do Código Civil, frequentemente citado em discussões sobre a obrigatoriedade da vacinação, afirma que ninguém pode ser constrangido a tratamento médico ou intervenção cirúrgica com risco de vida. Entretanto, essa legislação não se aplica à vacinação contra a Covid-19. As vacinas disponíveis passam por rigorosos testes antes de sua aplicação, e o dispositivo legal em questão visa proteger indivíduos em situações de risco iminente, não se aplicando a medidas de saúde pública como a vacinação em massa.
Ministério da Saúde e a Obrigatoriedade da Vacinação
A legislação brasileira atribui ao Ministério da Saúde a competência de definir quais vacinas são obrigatórias, estabelecendo um Programa Nacional de Imunizações. O Ministério define quais vacinas são incluídas neste programa e como sua aplicação será realizada na rede pública e privada.
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Vacinação Infantil e o ECA
No caso de crianças e adolescentes, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê a obrigatoriedade da vacinação, estabelecendo punições para os responsáveis legais que não cumprirem essa obrigação. Essa legislação reforça a importância da imunização para a saúde pública, protegendo os menores de doenças preveníveis por meio da vacinação. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar a constitucionalidade de dispositivos legais relacionados à obrigatoriedade da vacinação em um julgamento futuro.
Em resumo, a obrigatoriedade da vacinação é um tema complexo com implicações legais e éticas. A interpretação correta da legislação vigente, aliada à orientação do Ministério da Saúde, é fundamental para garantir a saúde pública e o bem-estar da população.