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Vacina muda curso da pandemia, mas continua sendo ‘bombardeada’ por fake news

Quem desmistifica os tabus da vacina contra a Covid-19 é o professor e pesquisador Vitor Engracia Valenti. Clique e ouça!
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Quem desmistifica os tabus da vacina contra a Covid-19 é o professor e pesquisador Vitor Engracia Valenti. Clique e ouça!

Quem desmistifica os tabus da vacina contra a Covid-19 é o professor e pesquisador Vitor Engracia Valenti. Clique e ouça!

Desde o início da pandemia, profissionais de saúde enfrentaram não apenas os desafios da COVID-19, mas também a disseminação de informações falsas que dificultaram o combate à doença. Mesmo com o avanço da ciência e o acesso à informação, notícias falsas continuam circulando, gerando dúvidas sobre a eficácia das vacinas e associando-as a mortes súbitas.

Mortes Súbita e a Vacinação: Uma Relação Falsa

O número de mortes súbitas no Brasil, atribuídas a arritmias, não apresentou aumento significativo em comparação com dados anteriores à pandemia. Estudos pré-pandêmicos já apontavam para cerca de 300 mil mortes súbitas por ano, uma média de 800 a 900 por dia. Embora casos de mortes súbitas em jovens chamem a atenção, esses eventos sempre ocorreram, muitas vezes devido a problemas de saúde preexistentes desconhecidos. Associar essas mortes à vacinação contra a COVID-19 é infundado.

A Importância da Vacinação e os Reforços Anuais

A desinformação leva muitas pessoas a interromper a vacinação, mesmo após a aplicação de várias doses. A comparação com a vacina contra influenza ilustra a necessidade de reforços anuais. Assim como a vacina contra a gripe, a vacina contra a COVID-19 pode exigir doses de reforço anuais para manter a imunidade contra novas variantes. A vacina bivalente, por exemplo, é uma atualização para melhor proteção contra as novas sublinhagens do vírus. A vacinação é crucial não apenas para prevenir sintomas agudos, mas também para reduzir o risco de sequelas a longo prazo.

Combate à Desinformação e a Proteção da Saúde Pública

Dados do CDC demonstram que pessoas não vacinadas têm mais do que o dobro de chances de morrer por COVID-19. Grupos de risco, como idosos, pessoas com obesidade e outras comorbidades, são prioritários na vacinação. A vacina ameniza sintomas, melhora a qualidade de vida e reduz o risco de sequelas. Campanhas governamentais de combate à desinformação, como a implementada pelo governo de São Paulo, são essenciais para garantir a saúde pública e combater a disseminação de fake news sobre a vacinação.

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