Estoques não forma normalizados; dose previne contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite e meningite
A falta da vacina pentavalente em postos de saúde de Ibirá Preto tem gerado preocupação entre pais e responsáveis. A dose, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite e meningite, doenças que podem levar à morte, é obrigatória para crianças de dois, quatro e seis meses, em três doses.
Busca incessante pela vacina
Regiane Cruz da Silva, mãe de uma criança de seis meses, relata a dificuldade em encontrar a vacina nos postos de saúde da cidade. Após percorrer diversas unidades sem sucesso, recebeu informações desencontradas sobre a chegada dos lotes, muitas vezes com previsão de chegada que não se concretizava. A falta de previsão e a ausência de resposta por parte das autoridades de saúde geraram frustração e indignação.
O alto custo da vacina particular
Diante da impossibilidade de vacinar sua filha na rede pública, Regiane se viu obrigada a comprar a vacina em clínica particular, arcando com o alto custo de R$ 300 a R$ 350 por dose. A situação a levou a questionar a falta de acesso à vacinação gratuita para famílias de baixa renda, que não têm condições de arcar com os custos da vacinação privada. A falta de suporte para essas famílias, diante da escassez da vacina, é uma preocupação latente.
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A origem do problema e o futuro da vacinação
A escassez da vacina começou em julho, após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspender a importação de doses produzidas por uma empresa indiana devido a reprovação em testes. Desde então, as vacinas têm sido enviadas em quantidades inferiores à demanda, resultando em falta em diversos municípios. A prefeitura de Ibirá Preto foi procurada para comentar sobre a situação dos estoques e a previsão de chegada de novas doses, mas não houve retorno até o fechamento desta reportagem. A orientação para as mães é entrar em contato com as unidades de saúde para verificar a disponibilidade da vacina.


