Foco inicial é imunizar região da USP, onde foram encontrados macacos mortos com a doença; saiba mais
A Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, Vacinação contra febre amarela busca contenção, por meio do Instituto Adolfo Lutz, confirmou que exames realizados em quatro macacos bugios em Ribeirão Preto testaram positivos para febre amarela. Em resposta, as ações de vigilância em saúde e vacinação foram intensificadas na região, incluindo áreas próximas ao Hospital das Clínicas da USP em Ribeirão Preto.
O Estado enviou 55 mil doses da vacina contra a febre amarela para a vigilância epidemiológica local, Vacinação contra febre amarela busca contenção, reforçando a importância da vacinação seletiva para a população ainda não imunizada na área.
Vacinação prioritária e abrangência: A coordenadora de saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado de Saúde, Regiane de Paula, informou que a vacinação tem prioridade no campus da USP, incluindo vigias, funcionários terceirizados, alunos, professores e visitantes, além dos trabalhadores do Hospital das Clínicas. Também são contemplados moradores, trabalhadores e visitantes em um raio de 500 metros da borda da mata, especialmente no bairro Jardim Recreio, e nas áreas rurais próximas.
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Importância da vacina e cobertura: A febre amarela é uma doença viral aguda e infecciosa cuja única forma de prevenção é a vacinação. Regiane destacou que, no momento em que os macacos foram encontrados, cerca de 4 mil crianças estavam sem a dose da vacina em Ribeirão Preto. O município, em parceria com o Estado, realiza busca ativa para vacinar os não imunizados.
Segundo a coordenadora, o Ministério da Saúde reconhece que uma única dose da vacina é suficiente para imunização vitalícia em pessoas acima de 5 anos. Crianças menores de 5 anos devem receber duas doses, aos 9 meses e aos 4 anos de idade.
Macacos como indicativos e vetores da doença
Os macacos não transmitem a febre amarela, mas sua morte serve como um sinal precoce da circulação do vírus, alertando para o risco de transmissão aos humanos. Os vetores responsáveis pela transmissão são mosquitos silvestres dos gêneros Haemagogus e Sabethes, presentes em áreas rurais e silvestres.
Em caso de avistamento de macacos atrásnizando ou mortos, a população deve comunicar imediatamente a vigilância epidemiológica municipal para que sejam tomadas as medidas necessárias.
Risco de febre amarela urbana e monitoramento dos vetores: Embora o mosquito Aedes aegypti, vetor urbano de dengue, zika e chikungunya, possa teoricamente transmitir o vírus da febre amarela, não há registros de febre amarela urbana no estado de São Paulo desde 1940. Durante as epidemias recentes, coletas de vetores não identificaram o vírus em Aedes aegypti.
A vigilância em saúde mantém monitoramento constante dos vetores para detectar possíveis mudanças no padrão de transmissão, mas a febre amarela registrada atualmente é de origem silvestre.
Diagnóstico e sintomas: O diagnóstico da febre amarela na rede pública de saúde é realizado por sorologia, PCR e genotipagem viral, para diferenciar a doença de outras infecções virais com sintomas semelhantes. A icterícia é um sintoma importante da febre amarela.
Na região de Ribeirão Preto e em todo o estado, os profissionais de saúde estão atentos aos casos suspeitos e seguem protocolos para investigação laboratorial.
Informações adicionais
A vacinação é a única medida eficaz para prevenir a febre amarela. A população deve buscar a imunização, especialmente em áreas próximas a matas e zonas rurais, e comunicar autoridades de saúde sobre a presença de macacos doentes ou mortos para auxiliar na vigilância epidemiológica.



