Adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam a vacina contra o HPV terão mais tempo para se proteger em Ribeirão Preto. O Ministério da Saúde prorrogou até 31 de dezembro a estratégia nacional de resgate vacinal para esse público, ampliando o prazo que terminaria nesta semana.
Na cidade, a vacina continua disponível gratuitamente nas 39 salas de vacinação da rede municipal. A prorrogação busca aumentar a cobertura vacinal e reduzir a circulação do papilomavírus humano (HPV), principal causador de diversos tipos de câncer, entre eles o câncer de colo do útero.
Baixa cobertura
Apesar da ampliação do prazo ser considerada positiva, a baixa procura ainda preocupa as autoridades de saúde. Segundo a subsecretária de Vigilância em Saúde de Ribeirão Preto, Luzia Márcia Romanholi Passos, a estratégia de resgate vacinal já ocorre desde 2024, mas a adesão segue abaixo do esperado.
A vacinação contra o HPV já faz parte da rotina para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, mas o resgate atual busca alcançar aqueles de 15 a 19 anos que perderam a oportunidade de se vacinar anteriormente.
De acordo com a subsecretária, a imunização é fundamental para reduzir as taxas de infecção pelo vírus entre adolescentes e jovens, especialmente porque a infecção muitas vezes acontece sem sintomas aparentes.
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Ação nas escolas
Para ampliar o acesso, a Secretaria Municipal de Saúde vem intensificando a vacinação em escolas. Durante o mês de junho, equipes de saúde passaram por 10 escolas da cidade e aplicaram 217 doses da vacina contra HPV.
A vacinação escolar, porém, depende de autorização dos responsáveis. Segundo Luzia, o retorno dos termos assinados pelos pais ainda tem sido baixo, o que limita o alcance da estratégia.
Além da vacinação nas escolas, a prefeitura pretende retomar em julho a abertura de algumas salas de vacina aos sábados, facilitando o acesso de adolescentes que estudam ou já estão no mercado de trabalho durante a semana.
Proteção
A vacina contra o HPV é considerada uma das principais ferramentas de prevenção contra cânceres associados ao vírus. Entre eles estão câncer de colo do útero, além de outros tipos de tumores relacionados à infecção.
Segundo a subsecretária, estudos internacionais mostram resultados expressivos em países com alta cobertura vacinal. Ela cita o caso da Inglaterra, em que a vacinação em massa contribuiu para o controle do câncer de colo do útero.
Durante a ida às unidades de saúde, a orientação também é aproveitar para atualizar outras vacinas em atraso. A cobertura vacinal contra a gripe, por exemplo, também preocupa no município: Ribeirão Preto ainda não conseguiu vacinar 50% da população idosa contra a influenza.
A vacinação contra HPV não exige agendamento. Basta procurar uma unidade de saúde com a carteira de vacinação para verificar a necessidade da dose.



