Ministério da Saúde optou por deixar profissionais da segurança pública e professores no fim da lista
Ribeirão Preto se prepara para a vacinação contra o coronavírus com a chegada de 720 mil seringas e agulhas. A informação foi divulgada pela prefeitura durante coletiva de imprensa sobre a troca de secretariado.
Vacinas e a corrida contra o tempo
Ainda não há definição sobre qual vacina será utilizada. As principais candidatas são a Coronavac (Sinovac/Butantan), com previsão de início da vacinação em janeiro pelo governador João Doria, mesmo sem aprovação da Anvisa, e a vacina da AstraZeneca/Oxford. A prefeitura precisa avaliar a estrutura de armazenamento para manter as vacinas refrigeradas.
Polêmica e disputas políticas
Existe uma disputa entre governo estadual e federal sobre a vacinação. O Ministério da Saúde mencionou a possibilidade de início da vacinação em dezembro com a vacina da Pfizer, caso aprovada pela Anvisa, mas essa informação pegou a própria Pfizer de surpresa. O Brasil entrou tarde na corrida global pelas vacinas, e a falta de um plano de vacinação coerente, considerando todas as vacinas disponíveis, gerou atrasos e preocupações. O plano apresentado pelo Ministério da Saúde parece uma cópia do plano de vacinação contra a gripe, sem detalhes sobre logística e aquisição de insumos, como seringas e agulhas. Há preocupação também com a ordem de vacinação, que prioriza, na proposta federal, professores e profissionais de segurança pública em fases posteriores, diferente do plano estadual.
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Taxa de transmissão e alerta
Ribeirão Preto apresenta alta taxa de transmissão do coronavírus (RT de 1,85), reflexo do aumento de casos em outras capitais. O uso de máscara e o distanciamento físico são cruciais para conter a transmissão, principalmente com as festas de fim de ano se aproximando. A alta taxa de transmissão preocupa pela possibilidade de colapso do sistema de saúde.
Enquanto a corrida pela vacina continua, a população precisa manter os protocolos de saúde para evitar o colapso do sistema de saúde e a disseminação descontrolada do vírus. A eficácia das diferentes vacinas ainda está sendo avaliada pela Anvisa, que deve garantir a segurança e a eficácia antes da aplicação em massa.



