Pesquisador Vitor Engracia Valenti alerta que a imunização parcial não garante a eficácia esperada contra o novo coronavírus
Em Ribeirão Preto, apenas 61% das crianças foram vacinadas contra a Covid-19, um número abaixo da meta de 65% estabelecida pela administração municipal. A preocupação aumenta com o número de crianças que ainda não tomaram a segunda dose da vacina.
Baixa cobertura vacinal e riscos
A baixa cobertura vacinal infantil preocupa as autoridades de saúde. Crianças que não completam o ciclo vacinal ficam mais vulneráveis a desenvolver a doença em formas mais graves, com sintomas mais intensos e maior capacidade de transmissão do vírus. A segunda dose garante uma proteção quase duas vezes maior que apenas uma dose, atenuando sintomas e oferecendo proteção a longo prazo.
Segurança e eficácia da vacina
O professor e pesquisador da Unesp, Vítor Ingrácio Avalente, reforça a segurança da vacina contra a Covid-19 em crianças. Dados dos EUA apontam baixíssimos índices de reações adversas graves, com apenas 12 casos de miocardite leve em quase 9 milhões de doses aplicadas. A dose pediátrica da Pfizer é menor que a dos adultos, o que reduz ainda mais o risco de reações. O especialista alerta contra a desinformação disseminada em redes sociais, recomendando buscar informações em fontes confiáveis como a Anvisa e grandes veículos de imprensa.
Recomendações importantes
O professor Avalente também esclarece dúvidas frequentes sobre a vacinação. Crianças que tiveram Covid-19 devem esperar de 20 a 30 dias após a recuperação para tomar a primeira dose. Se a criança já tomou a primeira dose e foi infectada, deve aguardar três a quatro semanas após o desaparecimento dos sintomas para tomar a segunda dose. A realização de um exame PCR é recomendada para confirmar a ausência do vírus antes da aplicação da vacina. Mesmo com a vacinação, a proteção contra a Covid-19 não é vitalícia, podendo diminuir com o tempo e o surgimento de novas variantes. A combinação de infecção natural com vacinação oferece o maior nível de proteção.
Apesar da melhora no cenário da pandemia, a recomendação é manter os cuidados, principalmente com a chegada do outono, período propício para a transmissão de vírus respiratórios. A vacinação continua sendo a principal ferramenta de prevenção contra formas graves da doença.



