Na avaliação do crítico de cinema André de Castro, longa traz trama fraca, efeitos ruins e pode acabar caindo no esquecimento
Em fevereiro de 2024, estreia Madame Teia, um filme que, segundo o crítico de cinema André Castro, tem o potencial de ditar as tendências do ano. Apesar do orçamento de quase 100 milhões de dólares, o filme enfrenta o desafio de se destacar em um mercado saturado de filmes de super-heróis.
Uma trama previsível
A história acompanha Madame Teia, uma mulher que após um acidente, ganha o dom de prever o futuro e precisa salvar três garotas de um vilão misterioso. Embora a conexão entre o vilão e o passado da protagonista seja um elemento recorrente em filmes do gênero, a trama é considerada previsível e pouco original por André Castro, que destaca a falta de elementos surpreendentes na narrativa. A conexão entre o vilão e o passado da personagem, embora presente, não apresenta reviravoltas significativas.
Efeitos visuais e atuações
O filme apresenta momentos em que os efeitos visuais se destacam, embora em outros momentos, a computação gráfica pareça artificial. A atuação de Dakota Johnson como Madame Teia é elogiada no início do filme, mas a presença de piadas que, segundo o crítico, incomodam, parece afetar o desempenho da atriz e o ritmo da narrativa. O início do filme, que busca apresentar a origem da personagem, é considerado “brega” pelo crítico.
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Divertimento efêmero
Apesar das críticas, Madame Teia é considerado um filme divertido e de fácil assimilação, ideal para uma sessão despretensiosa. No entanto, sua previsibilidade e falta de originalidade o tornam um filme que, na opinião de André Castro, será rapidamente esquecido pelo público. A tentativa da Sony de criar seu próprio universo de super-heróis, sem a presença do Homem-Aranha, parece priorizar o lucro em detrimento da qualidade da história, resultando em um produto de entretenimento passageiro, sem o impacto duradouro de outros filmes do gênero.



