Vasos de flores e plásticos podem se tornar criadouros da dengue; infectologista Ariadne Silvério fala dos perigos da doença
Neste Dia de Finados, a tradição de levar flores aos túmulos gera preocupação com a proliferação do mosquito da dengue. O aumento de visitas aos cemitérios, aliado às chuvas recentes, cria condições ideais para o acúmulo de água parada, principal criadouro do Aedes aegypti.
Prevenção em Cemitérios
A infectologista Ariadne Silvério alerta para os cuidados necessários. Pratinhos sob vasos, sacos plásticos que envolvem as flores e outros recipientes podem acumular água. A recomendação é evitar esses ornamentos ou garantir que estejam totalmente preenchidos com terra, eliminando qualquer possibilidade de acúmulo de água. A médica ressalta a importância de redobrar a atenção nesse período.
A Transmissão da Dengue
Ariadne explica que a transmissão da dengue é rápida, desde a proliferação dos mosquitos até a picada e contaminação da população. A doença não se transmite de pessoa para pessoa, mas um único mosquito infectado pode contaminar várias pessoas. Além da dengue, o Aedes aegypti também transmite outras arboviroses, como a zika e a chikungunya.
Aumento de Casos e Variedades do Vírus
Embora o aumento de casos de dengue seja mais comum no verão, a combinação de chuvas e visitas aos cemitérios em novembro aumenta o risco. A infectologista destaca a circulação de um vírus mais agressivo, causando doenças mais graves e elevando a preocupação com a saúde pública. A prevenção em casa também é fundamental, eliminando possíveis criadouros em garrafas, vasos e outros recipientes. A dengue possui quatro tipos de vírus, com diferentes graus de agressividade, e pode ser fatal.
Portanto, a homenagem aos entes queridos no Dia de Finados não deve descuidar da prevenção à dengue. A eliminação de criadouros, tanto nos cemitérios quanto em casa, é crucial para evitar a proliferação do mosquito e proteger a saúde da população.



