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‘Vai ter’ ou ‘vão ter’, qual a forma correta de falar? Marisa Monte canta e nos ajudar a entender!

Formalmente, o verbo ter não deveria ser utilizado no sentido de 'existir' ou 'ocorrer', mas na linguagem do dia a dia, é comum
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Formalmente, o verbo ter não deveria ser utilizado no sentido de 'existir' ou 'ocorrer', mas na linguagem do dia a dia, é comum

Formalmente, o verbo ter não deveria ser utilizado no sentido de ‘existir’ ou ‘ocorrer’, mas na linguagem do dia a dia, é comum

Neste artigo, vamos desvendar algumas dúvidas frequentes sobre a concordância verbal em português, especificamente o uso dos verbos “ter” e “haver” e suas variações. A discussão se baseia em uma entrevista com especialistas que esclarecem pontos cruciais da gramática normativa e do uso coloquial da língua.

Concordância com o verbo “ter”

Muitas vezes, usamos o verbo “ter” com o sentido de existir ou ocorrer. Nesses casos, o verbo permanece na terceira pessoa do singular, independente do número do substantivo. Por exemplo, em vez de “vão ter muitas queimadas”, o correto é “vai ter muitas queimadas”. A explicação reside na impessoalidade do verbo “ter” nesse contexto; ele não possui sujeito, logo, não se flexiona.

Concordância com o verbo “haver” e outros verbos

A mesma regra se aplica ao verbo “haver” quando usado com o sentido de existir. Em frases como “havia muitas pessoas”, o verbo permanece no singular. No entanto, essa regra não se estende a outros verbos como “acontecer”, “ocorrer”, etc. Nestes casos, a concordância verbal é normal, seguindo o número do sujeito. Por exemplo: “vão acontecer muitas queimadas”. A confusão entre esses usos gera a hipercorreção.

Hipercorreção e o uso coloquial

A hipercorreção é um erro comum, especialmente entre aqueles que possuem um bom domínio da língua. Ela surge da tentativa de aplicar regras gramaticais de forma excessiva, levando a construções incorretas. Frases como “tiveram muitos problemas” são exemplos de hipercorreção. O correto, nesse caso, seria “teve muitos problemas”. Embora o uso coloquial muitas vezes ignore essas regras, a gramática normativa prescreve o uso do singular para o verbo “ter” (e “haver”) com sentido de existir. É importante notar que, mesmo em contextos informais, o uso correto da língua contribui para uma comunicação mais clara e eficaz. O uso do singular, apesar de soar estranho para alguns, é o correto segundo as normas gramaticais.

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