Desconfiar de pacotes muito baratos e verificar a autenticidade dos sites podem ajudar na prevenção; advogado explica!
O período de férias e feriados prolongados é alvo de golpes temáticos, especialmente os que envolvem viagens. De acordo com o advogado Guilherme Galardo, dois tipos de golpes são comuns: pacotes de viagens com preços muito baixos e ofertas de upgrades de hotéis ou serviços adicionais após a compra.
Golpes com Pacotes de Viagens
Golpistas anunciam pacotes de viagens (incluindo passagens aéreas e hospedagem) a preços extremamente baixos, atraindo vítimas que não verificam a legitimidade da agência. A compra resulta em um pacote inexistente, causando prejuízos financeiros e frustração.
Golpes de Upgrade e Serviços Adicionais
Após a compra de um pacote de viagem legítimo, as vítimas podem receber ofertas de upgrades de hotéis ou serviços adicionais, muitas vezes por meio de vazamento de dados. A oferta, que parece vantajosa, é na verdade um golpe que visa obter mais dinheiro das vítimas. Outro problema comum é a discrepância entre fotos divulgadas na internet e a realidade do local, levando à decepção ao chegar no destino.
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Como se Proteger
Para evitar esses golpes, é fundamental pesquisar a reputação da agência de viagens, verificar avaliações de outros clientes em sites especializados e confirmar se a empresa possui registro e licenciamento nos órgãos competentes (como a Embratur e a ABAV). A leitura atenta dos contratos e termos e condições antes da assinatura é crucial, garantindo que todos os serviços prometidos estejam claramente descritos. Manter registros escritos de todas as negociações (e-mails, mensagens de texto, vouchers etc.) é importante para servir como prova em eventuais processos judiciais. Em casos de conversas via WhatsApp, recomenda-se a realização de ata notarial ou o uso de sites especializados para garantir a validade da prova em juízo. Apesar dos cuidados, a identificação e responsabilização dos golpistas pode ser difícil, pois eles frequentemente usam dados de terceiros, incluindo CPFs e CNPJs de pessoas que desconhecem o crime.



