Delegado do Ipem (Instituto de Peso e Medidas), Luiz Eduardo Galdeano, dá dicas de como verificar a qualidade do produto
O mês de janeiro é marcado por viagens e passeios de carro, aumentando a necessidade de abastecer com combustível de qualidade. Entretanto, o risco de abastecer com combustível adulterado é uma preocupação real, causando prejuízos ao motor e desempenho do veículo. Combustíveis adulterados, ou gasolina “batizada”, são misturas do combustível original com solventes, como água, para diluí-lo.
Combustível Adulterado: Como Identificar?
A venda de combustíveis adulterados é ilegal, violando o Código de Defesa do Consumidor, as normas da Agência Nacional do Petróleo (ANP), do Instituto de Pesos e Medidas (IPEM) e do Procon. O delegado do IPEM de Ribeirão Preto, Luís Eduardo Galdiano, explica que uma das formas de adulteração é a fraude eletrônica nas bombas de combustível, manipulando a quantidade de combustível dispensada, podendo chegar a 10% a menos do que o registrado.
Dicas para o Consumidor
Para evitar ser enganado, Galdiano recomenda que o consumidor acompanhe o abastecimento, verificando se a bomba inicia a contagem a partir de zero e se a quantidade de litros indicada corresponde ao que está sendo abastecido. A existência de um lacre amarelo na bomba indica que ela foi verificada e aprovada pelo IPEM até 2025. Em caso de suspeita de irregularidades, o consumidor deve denunciar ao IPEM.
Fiscalização e Segurança
O IPEM realiza fiscalizações em conjunto com a ANP e o Procon para garantir a qualidade e quantidade do combustível. Denúncias de consumidores são importantes para identificar postos com práticas irregulares, assegurando maior segurança e respeito aos direitos do consumidor. A observação do rendimento do veículo e da capacidade do tanque, comparando com a quantidade abastecida, são importantes para detectar possíveis problemas.



