Quem traz os detalhes do assunto é o consultor de investimentos Felipe Borba; aporte deve ser feito até meio-dia de hoje (8)
Nesta sexta-feira termina o prazo para trabalhadores com saldo no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) investirem em ações da privatizada Eletrobras. A iniciativa, que permite aplicar de R$ 200 a 50% do saldo disponível, gerou dúvidas sobre a viabilidade do investimento.
Privatizações: Experiências passadas
Consultor de investimentos, Felipe Borba, analisou o histórico de privatizações como a da Vale e Petrobras. Na Vale, o investimento em ações após a privatização mostrou-se bastante lucrativo. Já na Petrobras, o retorno foi mais lento e impactado pela crise de 2008, apesar de atualmente apresentar valorização. Borba destaca a imprevisibilidade do mercado de ações, ressaltando que o retorno não é garantido.
Cenário atual e recomendações
Com o aumento recente no custo da energia elétrica, surge a questão: investir na Eletrobras atrásra é uma boa opção? Borba argumenta que a Eletrobras, como empresa essencial no setor, apresenta potencial de crescimento após a privatização, principalmente pela redução da interferência governamental e melhorias na gestão. Ele sugere que a diversificação da carteira de investimentos, incluindo uma parcela do FGTS, pode ser vantajosa. A alocação em ações da Eletrobras se justifica pela perspectiva de valorização após a privatização, embora se trate de um investimento de renda variável, com riscos inerentes.
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Considerações finais
O prazo para reserva termina ao meio-dia. O processo envolve a escolha de um banco, a definição do valor a ser investido (com a possibilidade de um rateio caso a demanda seja alta) e um prazo mínimo de 12 meses para manter o investimento. É importante lembrar que, após esse período, o dinheiro retorna para a conta do FGTS, sujeito às regras de saque do fundo. Não se trata de um investimento com resgate imediato; a rentabilidade dependerá da valorização das ações da Eletrobras no mercado.



