Índice que mede o valor médio de contratos, cresceu 31,1% nos últimos 12 meses; alta preocupa quem depende de alugar imóveis
O mercado de aluguel enfrenta um cenário desafiador com a alta do IGP-M, índice utilizado para calcular os reajustes dos contratos. Em março, o índice atingiu o maior valor desde a criação do real, com alta de 2,94% no mês e 31,1% em 12 meses.
IGP-M recorde e seus impactos
O economista Adnanje Bayley explica que a alta recorde se deve à composição do índice, influenciada por fatores internacionais como o preço do petróleo e a variação do dólar. Essa instabilidade econômica afeta diretamente os inquilinos, como Isadora Vilhela Silva, que teve redução salarial e busca renegociar o aluguel.
Dificuldades dos inquilinos e incoerências do mercado
A alta do IGP-M impacta diretamente a renda das famílias, principalmente para aqueles que destinam grande parte do salário ao aluguel. Apesar do índice elevado, o mercado imobiliário apresenta incoerências, com muitas ofertas de aluguel em cidades como Ribeirão Preto, demonstrando a dificuldade de pagamento dos inquilinos. Os reajustes, na prática, nem sempre são integralmente repassados, principalmente devido às dificuldades financeiras da população.
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Diálogo e renegociação como alternativas
O economista destaca que o IGP-M é um índice antigo, criado para empresas e adaptado para o mercado de aluguel. Luís Felipe Arcanjula, proprietário de imobiliária em Ribeirão Preto, sugere o diálogo entre proprietários e inquilinos como solução para a crise. A renegociação, buscando um índice de reajuste menor ou até descontos, é apresentada como alternativa para amenizar os impactos da alta do IGP-M.



