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Valores das mensalidades em escolas particulares sobem

Com a crise, salário do brasileiro estagnou, enquanto preço das unidades de ensino cresce acima da inflação
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Com a crise, salário do brasileiro estagnou, enquanto preço das unidades de ensino cresce acima da inflação

Com a crise, salário do brasileiro estagnou, enquanto preço das unidades de ensino cresce acima da inflação

O futuro dos filhos é uma preocupação constante para os pais, que muitas vezes fazem grandes sacrifícios para garantir uma boa educação. Matricular os filhos em escolas particulares, buscando uma formação de qualidade e melhores oportunidades, tem se tornado um desafio cada vez maior devido ao aumento constante das mensalidades.

Mensalidades em alta: um peso no orçamento familiar

A realidade de famílias como a de Adriana Guirão, que tem uma filha no 9º ano em uma escola tradicional de Ribeirão Preto, com mensalidade de R$ 1.700, reflete a dificuldade enfrentada por muitos. A busca por uma educação de qualidade exige cortes em outras áreas, impactando diretamente o orçamento doméstico. “Eu quero deixar o melhor para o meu filho, mas é muito difícil, tem que fazer muita economia, deixar de passear, mas para investir na educação, que é o futuro”, desabafa Adriana.

Aumento acima da inflação e a falta de regulamentação

A crise econômica que atingiu o país afetou a renda das famílias e agravou a situação. Muitos pais se viram obrigados a transferir seus filhos para escolas públicas, enquanto as mensalidades das escolas particulares continuaram a crescer acima da inflação. Segundo João Alberto Veloso, diretor regional do sindicato dos estabelecimentos de ensino do estado de São Paulo, não há dados precisos sobre a porcentagem de aumento nos últimos anos em Ribeirão Preto. Ele justifica os reajustes com o aumento dos custos operacionais, como água, luz e outros serviços. A legislação atual garante autonomia às escolas na definição dos valores das mensalidades, permitindo variações significativas entre as instituições.

Direitos do consumidor e a transparência nos reajustes

Apesar da falta de regulamentação, Vinícius Rigo Bentivoglio, advogado e presidente da Comissão de Direitos do Consumidor da OAB de Ribeirão Preto, destaca o direito das famílias de obterem informações claras sobre os motivos dos reajustes. As escolas devem justificar os aumentos, demonstrando o impacto de custos como salários de funcionários e investimentos em melhorias pedagógicas. A recusa em apresentar essa justificativa pode levar a família a buscar seus direitos na justiça. A lei exige que as escolas fixem os valores das mensalidades 40 dias antes do início das aulas, garantindo transparência e planejamento para as famílias.

Em resumo, a situação demonstra a necessidade de um equilíbrio entre a busca por uma educação de qualidade e a realidade financeira das famílias. A transparência por parte das instituições de ensino e a garantia dos direitos dos consumidores são fundamentais para garantir justiça e acesso à educação.

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