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Vamos para onde?, famílias relatam não terem onde morar com desocupação de área no Anel Viário

Quase 30 casas foram construídas em um terreno cedido pelo Estado para a concessionária que administra o trecho no Jd. Progresso
desocupação Anel Viário
Quase 30 casas foram construídas em um terreno cedido pelo Estado para a concessionária que administra o trecho no Jd. Progresso

Quase 30 casas foram construídas em um terreno cedido pelo Estado para a concessionária que administra o trecho no Jd. Progresso

Nesta terça-feira (dia não especificado), uma operação de reintegração de posse mobilizou a região do Jardim Progresso, em Ribeirão Preto, às margens do anel viário sul. Aproximadamente 30 famílias foram notificadas para deixar suas casas, construídas em terreno pertencente à concessionária que administra o trecho.

Famílias Desalojadas e a Luta pela Moradia

O prazo dado pela justiça para a desocupação voluntária terminou nesta terça-feira. As famílias, que residem nas casas há mais de dez anos, alegam não ter para onde ir e afirmam que não deixarão seus lares voluntariamente. O vereador Ramon Faustino acompanha o caso e busca recursos na justiça para evitar a remoção, argumentando que a maioria das famílias não possui alternativa de moradia.

Ação Policial e Prevenção de Protestos

Um forte aparato policial, com viaturas da Polícia Rodoviária e Polícia Militar, esteve presente para garantir a segurança e evitar possíveis protestos. Embora houvesse alerta de manifestação, incluindo o possível fechamento da rodovia, não ocorreram confrontos. A polícia recolheu pneus e entulhos que poderiam ser usados para bloquear a via, atuando de forma preventiva. A concessionária também realizou a limpeza do terreno.

Impasse entre Famílias, Prefeitura e Estado

A líder comunitária Patrícia dos Santos reforça a falta de alternativas habitacionais para as famílias, que são compostas majoritariamente por trabalhadores. A prefeitura de Ribeirão Preto informou, por meio de nota, não possuir programas habitacionais disponíveis para atender a essa demanda. O estado também não se manifestou até o momento. A Entrevias, concessionária responsável pelo trecho, afirma que a reintegração se deve a uma obrigação contratual da antiga concessionária. O caso permanece em aberto, com a data da demolição dos imóveis ainda indefinida e a busca por soluções habitacionais para as famílias desalojadas.

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