Avarias precisam de manutenção e os ônibus saem de circulação; registrar ocorrência é importante para estratégias de segurança
A cidade de Ribeirão Preto enfrenta um problema crescente de vandalismo contra sua frota de ônibus. Diariamente, pelo menos quatro dos 350 veículos são retirados de circulação devido a atos de depredação, impactando diretamente na operação do transporte público e gerando prejuízos financeiros consideráveis.
Prejuízos e Impactos
A situação preocupa a gestora do consórcio Pró-Urbano, Raquel Vieira, que destaca a dificuldade em manter a frota em funcionamento com a constante necessidade de reparos. Além dos custos com consertos, a falta de ônibus disponíveis afeta diretamente a população, que fica sem acesso ao transporte coletivo. O sindicato dos motoristas registrou 161 casos de agressão e vandalismo somente este ano, deixando os profissionais em estado de medo e insegurança.
Ações e Soluções
Diversas medidas estão sendo tomadas para combater o vandalismo, incluindo a instalação de botões de pânico nos ônibus, que acionam diretamente a Guarda Civil Metropolitana e a Polícia. A prefeitura reconhece a gravidade do problema, que envolve tanto questões de segurança pública quanto sociais. Há também a proposta de multas para quem for pego praticando vandalismo, incluindo os pais de menores envolvidos. Um advogado especialista em trânsito, Rodrigo Pasqualoto, sugere a importância de boletins de ocorrência, investigações e, principalmente, a identificação dos responsáveis, inclusive através das redes sociais, onde alguns atos de vandalismo são exibidos pelos próprios autores.
Caminhos para o Futuro
A solução para o problema requer uma ação conjunta da sociedade, das autoridades e dos órgãos responsáveis pelo transporte público. A identificação e punição dos responsáveis, aliada a medidas preventivas e educativas, são fundamentais para garantir a segurança dos motoristas e passageiros, e a manutenção de um serviço de transporte público eficiente e confiável para toda a população de Ribeirão Preto. A participação ativa da comunidade, denunciando atos de vandalismo e colaborando com as investigações, é crucial para reverter esse quadro.



