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Variações no preço dos combustíveis no exterior podem pressionar Petrobras

José Carlos de Lima Júnior explica quais os vetores que criam esse ambiente de possível alta para esses produtos
Preço combustíveis Petrobras
José Carlos de Lima Júnior explica quais os vetores que criam esse ambiente de possível alta para esses produtos

José Carlos de Lima Júnior explica quais os vetores que criam esse ambiente de possível alta para esses produtos

Aumento dos preços internacionais e a pressão sobre a Petrobras

O preço da gasolina e do diesel aumentou cerca de 20% no mercado internacional, gerando especulações sobre possíveis reajustes no Brasil. A Petrobras, embora tenha mantido os preços estáveis por cerca de 30 dias, enfrenta pressão para repassar o aumento, já que o barril de petróleo alcançou US$ 85. A estatal argumenta que a desvalorização do dólar (cotado a R$ 4,75) ameniza o impacto do aumento do barril.

Impacto no setor sucroenergético

Esse cenário é preocupante para o setor sucroenergético, principalmente na região produtora de etanol. Com o preço do açúcar mais atrativo no mercado internacional, as usinas estão priorizando sua produção, o que pode desequilibrar a produção de etanol. A falta de reajuste nos preços dos combustíveis pela Petrobras onera o setor, podendo levar a uma situação semelhante à crise de 2010-2012, quando o represamento de preços afetou a competitividade do etanol e levou diversas usinas à recuperação judicial.

Cenário futuro e possíveis intervenções governamentais

A tendência é de aumento no preço do etanol devido à necessidade de equilíbrio na produção entre açúcar e etanol. A Petrobras, apesar de alegar atuação em livre mercado, age como um monopólio na distribuição de combustíveis, e qualquer alteração de preços pode gerar impacto social. A falta de ações governamentais para mitigar a situação é preocupante, lembrando que a política de paridade internacional com o preço do petróleo, adotada no passado pela Petrobras, foi criticada, mas também a levou a lucratividade. A situação requer atenção, considerando que o Brasil importa grande parte de seus derivados de petróleo, como gasolina e diesel.

Em resumo, a conjuntura atual demanda acompanhamento constante, pois o equilíbrio entre os preços dos combustíveis e a saúde financeira do setor sucroenergético é crucial para a economia brasileira. A ausência de medidas efetivas pode trazer consequências negativas de longo prazo.

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