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Variante BA.2: capacidade de infectar ainda mais e de escapar parcialmente da vacinação

Depois dos Estados Unidos, Índia, Vietña e Reino Unido, a nova variante da Ômicron chega ao Brasil
Variante BA.2
Depois dos Estados Unidos, Índia, Vietña e Reino Unido, a nova variante da Ômicron chega ao Brasil

Depois dos Estados Unidos, Índia, Vietña e Reino Unido, a nova variante da Ômicron chega ao Brasil

A nova variante Ômicron BA.2 do coronavírus chegou ao Brasil, causando preocupação entre especialistas. De acordo com Rodrigo Stabili, pesquisador da Fiocruz, o país possui cerca de 25 mil sequenciamentos genômicos completos desde a chegada da Ômicron, permitindo monitorar a disseminação das variantes.

Ômicron BA.2: Rápida Disseminação e Implicações

A BA.2 se espalhou rapidamente, tornando-se dominante em apenas dois meses, em contraste com a variante Delta, que levou quase 100 meses. Sua capacidade de infecção é maior que a da Ômicron original, e apresenta escape parcial da vacinação. Apesar disso, em países com alta cobertura vacinal, como o Brasil, não houve aumento significativo de internações e óbitos.

Vigilância Epidemiológica e Desafios

Stabili compara a situação epidemiológica do Brasil a dirigir em alta velocidade à noite com os faróis apagados. A falta de notificação compulsória de autotestes dificulta o monitoramento preciso da disseminação da BA.2 e sua capacidade de causar internações e óbitos. O Brasil carece de um sistema de vigilância epidemiológica eficiente, em contraste com países como a Austrália, que possui um sistema muito mais robusto.

Novas Variantes e a Importância da Vacinação

Em janeiro de 2024, a OMS detectou uma nova variante, a Xz, ainda mais transmissível que a BA.2. A Xz apresenta mais de 70 mutações na proteína spike, causando preocupação sobre seu potencial de escape vacinal. Embora tenha sido detectada e contida na Inglaterra, a possibilidade de sua chegada ao Brasil e disseminação é real. A vacinação, o uso de máscaras em ambientes fechados e a vigilância contínua são cruciais para mitigar os riscos.

A situação epidemiológica permanece dinâmica e imprevisível. A manutenção de medidas preventivas e a ampliação da vacinação, especialmente em grupos vulneráveis, são fundamentais para controlar a pandemia e minimizar seus impactos na saúde pública. A vigilância contínua e a melhoria do sistema de monitoramento são essenciais para uma resposta eficaz a novas variantes.

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