Nova linhagem do vírus é mais contagiante e tem maior índice de gravidade no corpo dos pacientes; pesquisador comenta os dados
A pesquisa do Instituto Adolf Lutz revelou que Ribeirão Preto apresenta quase 90% de predominância da variante P1 do coronavírus, aproximando-se da marca de 91% registrada em Manaus no pico da pandemia.
Variante P1 em Ribeirão Preto: Números alarmantes
Dados atualizados de abril apontam que 88% das amostras analisadas em Ribeirão Preto correspondem à variante P1, considerada a mais grave até o momento. Isso significa que, a cada dez pessoas infectadas, quase nove carregam essa variante. A pesquisa anterior, com dados até a primeira semana de abril, já indicava uma alta prevalência, mas a nova atualização mostra um crescimento significativo.
Riscos da alta prevalência da P1
A alta concentração da variante P1 em Ribeirão Preto é preocupante por diversos motivos. Primeiro, demonstra que a pandemia não acabou. Segundo, estudos científicos comprovam que a P1 se dissemina mais rapidamente e pode causar sintomas mais graves. A cidade, por ser um polo regional com grande fluxo de pessoas, corre o risco de se tornar um novo epicentro da variante, disseminando-a para outras regiões do estado e do país.
Medidas preventivas e o futuro
A flexibilização das atividades em Ribeirão Preto, em meio a essa alta prevalência da variante P1, aumenta o risco de novas mutações. A principal medida para evitar isso é frear a disseminação do vírus por meio do distanciamento social, uso de máscaras e restrição de aglomerações. A vacinação contribui, mas não elimina a necessidade dessas medidas preventivas. O pesquisador Vitor Valente ressalta a importância de monitorar outros fatores, como a taxa de internação e a comparação com outras cidades, para avaliar o real potencial de Ribeirão Preto se tornar um epicentro nacional. A situação em cidades próximas, como Barretos, também exige atenção, pois a proximidade geográfica aumenta o risco de disseminação.


