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Vários prédios históricos tombados estão abandonados em Ribeirão

Por falta de investimentos, construções que fazem parte da história da cidade estão se deteriorando com o tempo
prédio histórico abandonado
Por falta de investimentos, construções que fazem parte da história da cidade estão se deteriorando com o tempo

Por falta de investimentos, construções que fazem parte da história da cidade estão se deteriorando com o tempo

Ribeirão Preto, cidade conhecida como a capital do showpe, guarda em seus prédios históricos um passado glorioso, hoje marcado pelo abandono. Imóveis que testemunharam a pujança econômica da região, como a antiga Cervejaria Antártica, fundada em 1911, encontram-se sem uso há mais de 15 anos, seu futuro incerto.

Cervejaria Antártica: Um Projeto Parado

O prédio da antiga Cervejaria Antártica, que poderia se transformar em um museu contando a história da cidade, teve seu destino alterado em 2012, com o anúncio de sua transformação em um shopping center. O projeto, com investimento previsto de R$ 300 milhões, previa a demolição parcial do prédio, o que ocorreu três anos depois. Porém, até hoje, as obras não foram iniciadas, e a empresa responsável não apresenta previsão para o início das construções.

Outros Prédios Abandonados: Um Patrimônio em Risco

Outro exemplo de abandono é o casarão da Avenida Caramuru, construído em 1870. Tombado como patrimônio histórico e cultural, o imóvel está abandonado há pelo menos 30 anos. Apesar do anúncio de restauração em 2013, com projeto aprovado pela Secretaria Estadual de Cultura, prevendo salas de exposições, café e uma praça, e investimento de R$ 350 mil em limpeza e catalogação de materiais, a restauração propriamente dita nunca começou. Outros prédios históricos, como o Hotel Brasil, a Estação Barracão e o CNS, também sofrem com a falta de manutenção e atenção do poder público.

Historiadores Manifestam Preocupação

Para historiadores, a situação dos prédios abandonados reflete uma falta de preservação da história cultural de Ribeirão Preto. O historiador Wilson Suárez Ferreira destaca que a cidade parece ter parado no tempo em relação à preservação, lamentando o estado de abandono e depredação dos imóveis históricos, que representam o início da economia da cidade. A historiadora Lílian Rosa, especialista em políticas públicas de patrimônio cultural, explica que o tombamento de um imóvel não garante automaticamente sua preservação, sendo necessária uma política pública abrangente, incluindo inventário de bens, incentivos aos proprietários e ações de educação patrimonial. A Prefeitura de Ribeirão Preto informou que a responsabilidade pela restauração do casarão da Avenida Caramuru é do CONDEFAL, enquanto a análise de projetos para outros imóveis históricos ainda está em andamento.

A falta de ação efetiva por parte das autoridades preocupa, deixando o futuro desses importantes marcos históricos em aberto e ameaçando a preservação da memória de Ribeirão Preto.

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