Executivo cortou os funcionários para amenizar os gastos da administração
Varredores de rua de Barretos realizaram um protesto em frente à prefeitura na tarde de ontem. A manifestação foi motivada pelo corte no serviço de limpeza terceirizado, que resultará na demissão de 40 trabalhadores.
Impacto na população
A suspensão da varrição nas ruas e avenidas, prevista para o mês que vem, gerou revolta na população. Cidadãos que cumprem suas obrigações tributárias questionam a medida, temendo o acúmulo de lixo e a falta de higiene nas vias públicas. Uma das manifestantes, Lúcia Helena, varredora há mais de 12 anos, expressou sua preocupação com o futuro e a dificuldade de sustentar sua família.
Economia e justificativa da prefeitura
A prefeitura de Barretos justifica o corte alegando queda na arrecadação e a necessidade de economizar R$ 250 mil mensais. Além da terceirização da limpeza, outras medidas de contenção de gastos foram adotadas, como a implantação do turno único em repartições públicas e a redução do expediente em postos de saúde. A empresa responsável pelo serviço comprometeu-se a recolocar os funcionários demitidos no mercado de trabalho.
Leia também
- Fechamento usina demissões direitos trabalhistas: Como fica a situação dos trabalhadores que foram dispensados da Usina Santa Elisa?
- Pais reclamam que filhos são dispensados de aulas na rede municipal por falta de professores
- Interdição e obras na rua Teresa: Rua Teresa Cristina tem ao menos cinco quarteirões com interdições para serviços da Saerp
Preocupações futuras
A situação deixa em aberto questionamentos sobre a eficácia das medidas de contenção de gastos e os impactos sociais da demissão dos trabalhadores. A população demonstra preocupação com a higiene urbana e a falta de alternativas para os profissionais demitidos. A promessa da empresa de recolocação no mercado de trabalho ainda precisa ser comprovada, deixando um clima de incerteza para o futuro.



