Água limpa jorra do encanamento e atrapalha passagem de pedestres pela calçada e veículos pela Rua Dom Luiz Amaral Mousinho
Um persistente vazamento em um reservatório no alto de um morro tem causado transtornos e indignação aos moradores da Rua Dom Luiz do Amaral Mousinho, no bairro Castelo Branco, zona leste de Ribeirão Preto. A via, próxima ao cruzamento com a Rua Guilherme Marconi, frequentemente se vê alagada por água limpa que desce em grande quantidade, originária de um vazamento próximo à Unidade Básica Distrital de Saúde.
O Cotidiano Alagado dos Moradores
A aposentada Aparecida A. Viana relatou as dificuldades enfrentadas logo no início da manhã. “Nossa, 6h15 da manhã, para ir ao Cesi, a água estava tão alta que todo mundo parava, não conseguia passar. Eu tive que descer até lá embaixo para poder virar”, desabafou, expressando sua frustração diante do desperdício em um contexto de escassez hídrica.
Reclamações Recorrentes e Soluções Paliativas
A comerciante Maria Débora Coelho afirma que o DAERP (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto) já foi acionado diversas vezes, mas o problema persiste. “Frequentemente acontece, bastante água sai quase todos os dias, direto, direto. E sempre nessa quantidade que alaga a Dom Luiz do Amaral Mousinho. Já vi eles na semana passada aí, mas não resolveu nada. Hoje está aí, olha, do mesmo jeito”, declarou, evidenciando a ineficácia das medidas tomadas até o momento.
Indignação Diante do Desperdício
Os moradores cobram uma solução definitiva para o desperdício, especialmente em um momento em que a população é constantemente incentivada a economizar e reaproveitar água. A dona de casa Lucília Andrade Reis expressou sua indignação: “Eu tento fazer minha parte, economizo o que eu posso, para não faltar água para mim nem para todos os meus vizinhos, mas eu fico indignada com ver isso aí. Esse desperdício aqui e a prefeitura não toma providência, porque isso aqui já é coisa antiga e os vizinhos todos aqui do bairro sabem disso aí”.
Em nota, o DAERP informou que não constava em seus registros a existência do problema no local, mencionando apenas “água empoçada na valeta”. Contudo, o departamento garantiu que enviará uma equipe para verificar a origem do vazamento e buscar uma solução. Essa resposta contrasta com os relatos dos moradores, como o de Aparecida A. Viana. A comunidade local aguarda que o DAERP investigue a fundo a causa do vazamento e implemente uma solução eficaz o mais breve possível.
A situação demonstra a necessidade de uma ação rápida e efetiva para evitar o desperdício de água e minimizar os transtornos causados aos moradores.



