Saerp desenvolve atividades para tentar mitigar o problema; diretor técnico da Saerp, Lineu Andrade, explica as ações
Mais de mil vazamentos de água não visíveis foram identificados e reparados em Ribeirão Preto pela Saerp, contribuindo para a redução de perdas e otimização do abastecimento. A iniciativa faz parte de um programa amplo de combate às perdas de água potável.
O que são vazamentos não visíveis?
Segundo Linéu Andrade, diretor técnico da Saerp, vazamentos não visíveis ocorrem em tubulações subterrâneas e não são imediatamente perceptíveis, ao contrário dos vazamentos visíveis que afloram na superfície. A detecção desses vazamentos exige o uso de equipamentos especiais, como hastes e geofones eletrônicos, para varrer a rede de 2.500 quilômetros e identificar as rupturas subterrâneas.
Esforços da Saerp para reduzir perdas
A Saerp emprega duas estratégias principais: uma varredura completa da rede por empresa terceirizada, que resultou no conserto de 1.358 vazamentos; e ações pontuais da equipe própria, que já solucionou mais de 900 vazamentos este ano. Além do reparo de vazamentos, outras ações visam reduzir perdas, como a setorização da rede para diminuir a pressão e, consequentemente, a vazão dos vazamentos. A meta é reduzir as perdas de 45% (em 2023) para 30% em 2024, alinhando-se à média nacional.
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As perdas de água em Ribeirão Preto representam a perda de água potável do Aquífero Guarani. É importante diferenciar entre perdas reais (vazamentos) e aparentes (submedição, ligações clandestinas etc.). Atualmente, cerca de 60% a 65% das perdas são reais, e o restante é aparente. Para o futuro, a Saerp planeja continuar o programa de detecção de vazamentos, atualizar o cadastro comercial, combater fraudes, e investir em melhorias na infraestrutura, como a substituição de adutoras e poços.



