O começo de 2026 é considerado um dos momentos mais estratégicos para organizar as finanças pessoais, segundo a planejadora financeira e especialista em investimentos Priscilla Lopes. Em entrevista à CBN Ribeirão, ela destacou que o primeiro passo para um planejamento eficiente é encarar a realidade financeira, entendendo exatamente quanto entra e quanto sai do orçamento mensal.
Muitas pessoas evitam olhar extratos bancários e faturas do cartão de crédito por desconforto, mas esse diagnóstico é essencial para identificar falhas, controlar gastos variáveis e criar sobras no orçamento, segundo a especialista.
Priscilla ressaltou a importância de atenção aos gastos que parecem pequenos, como assinaturas de streaming e compras recorrentes no cartão de crédito, que somados podem ter impacto relevante no orçamento. Além disso, alertou para despesas previsíveis do início do ano, como IPTU, IPVA, material escolar e seguro do carro, que devem ser consideradas no planejamento anual.
Para quem começa o ano endividado, a orientação é priorizar despesas essenciais, evitar renegociações sucessivas e buscar sobras no orçamento para pagar dívidas e, ao mesmo tempo, iniciar uma reserva financeira. Segundo Priscilla, a ausência dessa reserva é uma das principais causas do endividamento contínuo.
A recomendação é formar uma reserva equivalente a, pelo menos, três meses do custo de vida, podendo chegar a seis meses para trabalhadores CLT e até 12 meses para autônomos e empreendedores.
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No cenário atual, investimentos conservadores atrelados ao CDI são indicados para a reserva financeira, aproveitando os juros elevados. A especialista também reforçou a importância de diversificar fontes de renda e só partir para investimentos de maior risco após a reserva estar formada.




