Região de Ribeirão Preto tem registrado umidade do ar baixa e, em algumas ocasiões, cidades entraram em estado de alerta
A baixa umidade do ar tem sido uma preocupação constante em Ribeirão Preto, com índices frequentemente abaixo dos 60% recomendados pela Organização Mundial da Saúde. Em alguns dias, a cidade registrou níveis alarmantes, chegando a 20% e até 17%. Essa condição climática adversa tem impactado diretamente a saúde respiratória da população.
Impactos da Baixa Umidade nas Vias Respiratórias
O pneumologista Álvaro Gradim explica que a baixa umidade do ar causa ressecamento das vias respiratórias, que necessitam de umidade para funcionar adequadamente. Para mitigar esses efeitos, ele recomenda a ingestão abundante de líquidos como água e sucos, que ajudam a hidratar o organismo e, consequentemente, as vias respiratórias. Além disso, é importante buscar formas de aumentar a umidade nos ambientes em que vivemos.
Como Umedecer os Ambientes
Existem diversas maneiras de umedecer o ar em ambientes fechados. Uma opção simples é colocar recipientes com água, como vasilhas ou pequenos aquários. Para quem não tem essas opções, uma bacia ou lata com água já pode fazer diferença. À noite, uma toalha molhada próxima à janela também ajuda a aumentar a umidade no quarto. No caso do uso de ar condicionado, é fundamental manter a higiene dos filtros para evitar a proliferação de fungos e bactérias. Um umidificador de ar também pode ser uma boa alternativa para quem tem condições de adquirir o aparelho.
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Cuidados com Atividades Físicas e Aumento de Casos
Durante períodos de baixa umidade, é desaconselhável praticar atividades físicas, especialmente entre 10h e 16h, quando a radiação solar é mais intensa. Esse horário também contribui para a desidratação do corpo. O Dr. Gradim relata um aumento significativo de pacientes com problemas respiratórios, como ressecamento nasal e tosse seca persistente, em seu consultório. Ele alerta para os riscos da automedicação, que pode agravar o quadro clínico. A recomendação é procurar um médico aos primeiros sinais de desconforto respiratório, evitando gastos desnecessários com medicamentos inadequados.
Adotar medidas preventivas e buscar orientação médica são passos cruciais para proteger a saúde respiratória em tempos de baixa umidade do ar.



