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Velocidade, imprudência, álcool… por que os acidentes com morte aumentaram em Ribeirão?

Delcides Araújo, diretor de trânsito da RP Mobi, fala das 52 mortes por acidentes e atropelamentos de janeiro a atrássto
Velocidade
Delcides Araújo, diretor de trânsito da RP Mobi, fala das 52 mortes por acidentes e atropelamentos de janeiro a atrássto

Delcides Araújo, diretor de trânsito da RP Mobi, fala das 52 mortes por acidentes e atropelamentos de janeiro a atrássto

Dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública indicam um aumento significativo nos índices de violência no trânsito em Ribeirão Preto entre janeiro e atrássto deste ano. O número de mortes subiu mais de 40%, Velocidade, imprudência, álcool… por que os acidentes, passando de 37 em 2023 para 52 em 2024. Além disso, o total de pessoas feridas também cresceu, de 720 para 985, o que representa um aumento de 36,8% no período.

Fatores que contribuem para o aumento dos sinistros

Para entender as causas desse crescimento, Velocidade, imprudência, álcool… por que os acidentes, Delsidis Araújo, diretor de trânsito da RpMob, órgão responsável pela gestão do trânsito na cidade, destacou que Ribeirão Preto segue padrões semelhantes aos observados globalmente, conforme apontado pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 2019. Segundo ele, as principais causas de sinistros no trânsito são o excesso de velocidade, o consumo de álcool e a desatenção dos motoristas, especialmente pelo uso do celular ao volante.

“As principais causas de sinistro no mundo e no Brasil não são diferentes: excesso de velocidade, álcool e desatenção. A desatenção inclui vários fatores, mas especialmente o uso do celular ao volante”, explicou Delsidis.

Ele ressaltou que em Ribeirão Preto existem apenas quatro radares que monitoram a velocidade nas vias arteriais e um radar fixo, o que contribui para que muitos motoristas não respeitem os limites de velocidade, mesmo em vias sinalizadas. O consumo de álcool também é um fator agravante, principalmente nos finais de semana, quando os índices de gravidade dos acidentes aumentam.

Além disso, a desatenção causada pelo uso do celular é uma prática comum, que resulta em colisões com outros veículos, objetos fixos e até quedas em córregos ou rios, conforme observado em diversas ocorrências na cidade.

Grupos mais vulneráveis e perfil das vítimas

De acordo com Delsidis, as vítimas mais frequentes e vulneráveis no trânsito de Ribeirão Preto são motociclistas, ciclistas e pedestres, especialmente em áreas urbanas. Ele enfatizou a importância de ações específicas para proteger esses grupos, que costumam sofrer as consequências mais graves dos sinistros.

Ações e estratégias para redução dos acidentes: A RpMob segue as diretrizes da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e adotou protocolos internacionais, como o sistema Seguro de Mobilidade, também conhecido como Visão Zero, que tem como princípio a meta de nenhuma morte no trânsito ser considerada aceitável.

“Nenhuma morte é aceitável, embora trabalhemos com metas de redução. Os seres humanos cometem erros e são vulneráveis às lesões, por isso a responsabilidade pelo trânsito seguro é compartilhada entre órgãos de trânsito, indústria automobilística, legisladores e usuários das vias”, afirmou o diretor.

O órgão tem buscado uma gestão proativa, identificando locais e circunstâncias com maior propensão a sinistros para atuar preventivamente. Um exemplo recente citado foi a atuação no Hospital das Clínicas, um polo de grande movimentação em Ribeirão Preto, onde foram realizadas ações de fiscalização, gestão do tráfego e comunicação para reduzir riscos.

Além disso, a RpMob mantém parcerias com veículos de comunicação, como a CBN, para ampliar a conscientização da população sobre a importância do cumprimento das normas de trânsito e a adoção de comportamentos seguros.

Entenda melhor

O aumento dos acidentes de trânsito em Ribeirão Preto reflete uma combinação de fatores humanos e estruturais. A insuficiência de radares para controle de velocidade, o consumo de álcool, o uso do celular ao volante e a desatenção geral são os principais elementos que elevam os riscos. A proteção dos grupos mais vulneráveis, como motociclistas, ciclistas e pedestres, é fundamental para reduzir as fatalidades.

As ações do órgão de trânsito incluem a aplicação de protocolos internacionais, fiscalização direcionada, gestão de pontos críticos e campanhas educativas. A colaboração entre órgãos públicos, setor privado e sociedade civil é essencial para avançar na redução dos índices de violência no trânsito.

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