Atraso na entrega e alta nos preços, fazendo com que consumidores invistam em veículos seminovos
A pandemia do novo coronavírus trouxe desafios para a indústria automobilística, impactando a produção e entrega de carros novos. Com atrasos e preços elevados, os consumidores migraram para o mercado de seminovos, impulsionando as vendas.
Alta na procura por seminovos
As vendas de carros usados registraram um aumento de cerca de 40%, segundo dados da Federação Nacional dos Veículos Automotores (Fenabrave). Em Ribeirão Preto, de janeiro a abril de 2021, as vendas de carros novos cresceram 11% em comparação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as vendas de seminovos tiveram uma alta significativa, embora dados locais ainda não estejam disponíveis. Tarley Pedroso, dono de uma concessionária na cidade, relata um aumento expressivo na procura por seminovos, tanto por aqueles que desistiram de esperar por carros novos quanto por consumidores buscando trocar seus veículos.
Impacto da pandemia na produção
A pandemia afetou a produção de veículos novos por diversos motivos, incluindo riscos de contaminação e problemas com a importação de peças. Muitas montadoras interromperam suas atividades por meses, resultando em escassez de carros zero quilômetro no mercado. Estima-se que até 300 mil carros deixaram de ser fabricados em 2021. Em Ribeirão Preto, algumas lojas de veículos novos relatam filas de espera e um aumento de 30% nas vendas de seminovos, com prazos de entrega de veículos novos frequentemente ultrapassando os 60 dias.
Tendências do mercado
A alta demanda por seminovos impulsionou as vendas, especialmente de veículos maiores e mais completos. Esse segmento se mostra forte em Ribeirão Preto e região, impulsionado pela escassez de carros novos causada pela pandemia. A tendência é que o mercado de seminovos continue aquecido enquanto a produção de veículos novos não se normalizar.



