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Venda de casas sobe 75% em Ribeirão e cidades da região em março, segundo CRECISP

Locações de residências cresceram 56% e de apartamentos 44%; maioria de casas vendidas tinha valores até R$ 350 mil
venda de casas Ribeirão Preto
Locações de residências cresceram 56% e de apartamentos 44%; maioria de casas vendidas tinha valores até R$ 350 mil

Locações de residências cresceram 56% e de apartamentos 44%; maioria de casas vendidas tinha valores até R$ 350 mil

O mercado imobiliário da região de Ribeirão Preto apresentou crescimento expressivo em março, segundo dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP).

Alta nas Vendas e Locações

Comparando com fevereiro, houve um aumento de 91% nas vendas gerais e de 21% no volume de contratos de locação. José Augusto Viananeto, presidente do Creci-SP, atribui esse crescimento à maior confiança na estabilidade da taxa de juros, influenciando positivamente o otimismo do mercado. Ele destaca que uma redução de apenas um ponto percentual na taxa de juros poderia gerar um crescimento fantástico, considerando que cerca de 7,5 milhões de pessoas deixaram de comprar imóveis nos últimos dois anos devido às altas taxas.

Preferências do Mercado

As vendas de casas subiram 72%, enquanto as de apartamentos tiveram um aumento de 28%. A preferência por casas é mais acentuada em regiões afastadas da capital paulista, como Ribeirão Preto, enquanto apartamentos predominam em áreas metropolitanas como Campinas. A maior parte das vendas (52,9%) concentra-se em imóveis com valores de até R$ 300 mil, público-alvo do programa Minha Casa, Minha Vida. A inclusão de imóveis usados no programa pode impulsionar ainda mais o setor.

Cenário de Locações

No mercado de locação, a maioria dos contratos (58,3%) envolveu aluguéis de até R$ 1.000, com imóveis de até 100m². Em Ribeirão Preto, o fiador ainda é a garantia locatícia predominante (50%), ao contrário de grandes centros urbanos. Apesar do aumento de 21,67% no número de locações, uma parcela significativa (97%) corresponde a renovações de contratos com reajustes, refletindo dificuldades dos locatários em face da alta inflação. Outros fatores, como a presença de universidades e instituições de saúde, também contribuem para a demanda de imóveis na região.

A complexidade do mercado de locação exige atenção, com a necessidade de políticas públicas que equilibrem os interesses de proprietários e locatários. A atual legislação, considerada paternalista em relação aos locatários, desestimula investimentos no setor, elevando os preços dos aluguéis. Incentivos tributários para proprietários poderiam fomentar a oferta de imóveis para locação residencial, um problema que se estende globalmente.

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