Em janeiro a queda foi de 2%, já em fevereiro, ainda mais acentuada, 3,41%; dados são do Sincovarp
Há duas décadas, Lúcia Garcia comanda uma papelaria na Avenida Portugal, em Ribeirão Preto. O sucesso inicial, impulsionado pelas vendas de material escolar em dezembro e janeiro, deu lugar a uma realidade bem diferente a partir de 2017.
Queda nas Vendas e Adaptação ao Mercado
A partir de 2017, a procura por materiais escolares na papelaria de Lúcia diminuiu significativamente. A redução nas listas de materiais obrigou a empresária a diversificar seus produtos, oferecendo serviços de cópias, impressão e escaneamento para complementar a renda. “A gente tem que ter diversidade de coisas, né?”, afirma Lúcia.
A Concorrência e o Impacto no Setor
Dados do Cincovarp (Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto) apontam uma queda de 2,91% nas vendas do setor de papelarias em 2018 em relação a 2017, com quedas adicionais de 2% em janeiro e 3,41% em fevereiro de 2019. O economista Marcelo Bose atribui essa situação à crescente concorrência de grandes redes de supermercados e hipermercados, que passaram a oferecer materiais escolares, e à atuação de grandes players no mercado. A falta de conhecimento sobre os produtos por parte de vendedores em outros estabelecimentos também prejudica as vendas, segundo relatos de funcionários do setor.
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Desafios e Propostas para o Futuro
O fornecimento gratuito de material didático por algumas prefeituras para o ensino fundamental e médio contribui para a diminuição da demanda nas papelarias. O Cincovarp defende a criação de um cartão para os consumidores, facilitando e descentralizando a compra de livros didáticos. A adaptação às mudanças do mercado e a busca por soluções inovadoras são essenciais para a sobrevivência das pequenas papelarias em um cenário cada vez mais competitivo.



