Situação do país é inversa, já que dados da Fenabrave de abril apontam baixa de 3,6%
Um dos setores que surpreendem positivamente em Ribeirão Preto é o automotivo, contrariando a tendência nacional. Em abril, foram vendidas 1115 unidades, um aumento de 18% em comparação com as 943 unidades vendidas em abril de 2016.
Agricultura e a influência no mercado automotivo
Para Garmonfort Merlo, economista da USP de Ribeirão Preto, o agronegócio pode ser um fator crucial para esse desempenho positivo. O bom desempenho do setor de commodities agrícolas contribui para a recuperação da balança comercial brasileira, impactando diretamente a economia regional. Esse cenário otimista pode indicar uma recuperação mais consistente da economia.
Cenário nacional x regional
Em contraponto, dados da Fenabrave apontam uma queda de 3,6% nas vendas nacionais de veículos em abril de 2017 em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Foram 156.933 unidades vendidas (automóveis, comerciais leves e caminhões/ônibus), contra 162.846 em 2016. Comparando com março de 2017 (189.124 unidades), a queda é ainda mais significativa, atingindo 17%. Apesar disso, a média diária de vendas apresentou crescimento, com 8.719 veículos vendidos por dia em abril (mesmo com 18 dias úteis por conta de feriados), contra 8.223 em março.
Perspectivas futuras e o setor de motos
Merlo destaca que as perspectivas futuras dependem de diversos fatores, incluindo o cenário político. A dependência do Brasil de investimentos externos, que por sua vez aguardam a definição do cenário político e econômico, influencia diretamente o crescimento econômico. Enquanto o capital externo não retornar fortemente, o crescimento será mais limitado, dependendo principalmente do desempenho das exportações. No setor de motos, também houve crescimento, com mais de 300 unidades vendidas em abril de 2017, um aumento de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O setor automotivo em Ribeirão Preto demonstra resiliência, apresentando resultados positivos em meio a um cenário nacional desafiador. A influência do agronegócio e a expectativa pela retomada de investimentos externos são fatores cruciais para o futuro do setor na região.



