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Vendas de casas e apartamentos caem mais de 41% na região em setembro

Número é em comparação ao mês de agosto; sobre o assunto confira a análise do presidente do CRECI-SP, José Augusto Viana Neto
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Número é em comparação ao mês de agosto; sobre o assunto confira a análise do presidente do CRECI-SP, José Augusto Viana Neto

Número é em comparação ao mês de agosto; sobre o assunto confira a análise do presidente do CRECI-SP, José Augusto Viana Neto

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci) divulgou dados preocupantes sobre o mercado imobiliário de Ribeirão Preto. Em setembro, as vendas de casas e apartamentos na região caíram 41,23% em comparação com agosto, enquanto as locações tiveram uma queda menor, de 5,71%. Para entender melhor essa situação, conversamos com José Augusto Viananeto, presidente do Creci-SP.

Queda nas Vendas: Uma Anomalia ou Tendência?

Segundo Viananeto, a queda observada em setembro é considerada normal, considerando os altos índices de crescimento registrados em junho (227%) e agosto (234%). Ele destaca que, apesar da retração, o saldo do ano ainda é positivo e expressivo. A principal barreira ao crescimento do setor, de acordo com o presidente, são as altas taxas de juros, que persistem mesmo após o congelamento da Selic.

O Impacto das Taxas de Juros e o Perfil do Comprador

As taxas de juros elevadas impedem que muitas pessoas consigam financiamento, mesmo com o aumento do emprego formal. Em setembro, 72,5% dos imóveis comercializados custavam até R$ 300 mil, indicando que o público comprador é de baixa renda. Apesar do crescimento do emprego formal, os salários muitas vezes não atendem aos requisitos mínimos das instituições financeiras para aprovação de crédito.

Recomendações para Investidores e Compradores

Para aqueles que estão pensando em investir ou comprar imóveis, Viananeto recomenda que não deixem a oportunidade passar. Ele enfatiza que a localização, tamanho e preço são fatores decisivos, e que as condições de mercado podem mudar rapidamente. A possibilidade de financiar em até 35 anos, com prestações que podem ser menores do que o valor do aluguel, é um ponto positivo. Caso as taxas de juros não sejam reduzidas pelos bancos, é possível buscar financiamento em outras instituições com taxas mais competitivas. Por fim, o presidente destaca a importância de programas governamentais como o Minha Casa, Minha Vida (e seu antecessor, Casa Verde e Amarela) para aquecer o mercado imobiliário, atendendo a população de baixa renda. Ele aconselha também cautela para investidores, lembrando que o mercado imobiliário exige conhecimento e planejamento para garantir o retorno esperado.

Em resumo, apesar da queda recente nas vendas, o mercado imobiliário de Ribeirão Preto apresenta um cenário complexo, influenciado por fatores como taxas de juros e programas habitacionais governamentais. A análise cuidadosa do mercado e a busca por informações relevantes são cruciais para decisões assertivas tanto para compradores quanto para investidores.

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