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Vendas de janeiro devem crescer até 3% impulsionadas pela volta às aulas em Ribeirão Preto

Material escolar e liquidação de estoques de Natal sustentam expectativa positiva do varejo no início do ano
vendas
Amanda Rocha

O comércio de Ribeirão Preto deve registrar um crescimento entre 1% e 3% nas vendas em janeiro, segundo projeção do Sindicato do Comércio Varejista e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). O desempenho é impulsionado principalmente pelas compras de material escolar e pelas tradicionais liquidações de estoques remanescentes do Natal.

Apesar da variação positiva, especialistas apontam que o resultado indica um cenário de relativa estabilidade, comum para o primeiro mês do ano, quando o orçamento das famílias costuma ficar mais pressionado por impostos e despesas sazonais.

Volta às aulas

Os segmentos ligados à volta às aulas são os que apresentam melhor desempenho neste início de ano. A expectativa é de que o setor de material escolar registre um crescimento médio entre 5% e 7% em janeiro.

Ribeirão Preto, por ser um polo regional de consumo, também atrai consumidores de cidades vizinhas, o que contribui para um volume de vendas maior em comparação a outros municípios da região.

Liquidações

Para os demais setores do varejo, janeiro segue a tendência histórica de queda nas vendas. É nesse período que os lojistas apostam em liquidações para reduzir os estoques acumulados ao longo das festas de fim de ano.

Segundo economistas, mesmo com os descontos, o volume de vendas costuma ficar abaixo do registrado nos meses de novembro e dezembro, quando há maior circulação de dinheiro no comércio.

Orçamento

Outro ponto observado nas pesquisas é a mudança no comportamento das famílias. As listas de material escolar estão mais enxutas, tanto em número de itens quanto na quantidade solicitada pelas escolas.

Com isso, o ticket médio caiu cerca de 10%, ficando em torno de R$ 350 por lista, considerando apenas o material escolar básico da rede particular, sem incluir livros didáticos, paradidáticos ou apostilas.

Impacto familiar

Dados do Instituto Locomotiva mostram que 88% das famílias brasileiras com filhos em idade escolar terão o orçamento impactado pelas despesas com material escolar em 2026.

Além disso, 84% dos entrevistados afirmam que esses gastos afetam outras áreas do orçamento, como alimentação, lazer e pagamento de contas. Para reduzir custos, oito em cada dez famílias pretendem reaproveitar itens do ano anterior, como mochilas, estojos e lancheiras.

Consumo

A pesquisa também revela que 45% das famílias preferem comprar material escolar em lojas físicas, enquanto 90% pesquisam preços antes da compra.

Outro dado que chama atenção é o poder de decisão das crianças, com 92% das famílias levando os filhos para escolher o material, percentual que sobe para 95% entre crianças de 11 a 14 anos, influenciando diretamente o consumo.

Dicas

Especialistas recomendam planejamento antecipado, elaboração de uma lista detalhada e comparação de preços em diferentes regiões da cidade e canais de venda.

Outras orientações incluem priorizar produtos com melhor relação custo-benefício, verificar políticas de troca e garantia, além de evitar compras por impulso, especialmente diante da pressão das crianças e dos vendedores.

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