Ribeirão Preto acompanha o forte crescimento das vendas de motocicletas registrado no Brasil, que atingiu o maior volume desde 2003. Dados dos últimos anos mostram uma escalada contínua nos emplacamentos, refletindo mudanças no comportamento do consumidor e na dinâmica da mobilidade urbana.
Entre 2022 e 2025, o número de motos vendidas na cidade aumentou de forma significativa, passando de pouco mais de 5,3 mil unidades para mais de 7,4 mil. O avanço ocorre em um contexto de trânsito mais carregado, maior demanda por entregas rápidas e uso da motocicleta como ferramenta de trabalho.
Crescimento local
Em Ribeirão Preto, as vendas de motos cresceram ano a ano. Em 2022, foram 5.332 unidades comercializadas. No ano seguinte, houve leve alta, seguida de um salto mais expressivo em 2024, quando os emplacamentos chegaram a 6.720.
O pico ocorreu em 2025, com 7.405 motos vendidas. Segundo especialistas, além da recuperação econômica, a motocicleta passou a ser vista como alternativa mais ágil e acessível diante das dificuldades de deslocamento na cidade.
Economia e trabalho
O economista Maurílio Benite explica que o aumento das vendas já era esperado pelas montadoras instaladas no país. O Brasil é um dos poucos mercados onde as entregas por motocicleta se consolidaram como atividade profissional, garantindo renda para muitas famílias.
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Esse cenário tende a se manter nos próximos anos. A expectativa é de aumento da produção, redução de estoques e manutenção dos preços, com possibilidade de alta tanto para motos novas quanto usadas, em um mercado aquecido e valorizado.
Impactos urbanos
A expansão da frota de motocicletas também movimenta outros setores da economia local. Oficinas, lojas de peças, combustíveis e serviços de manutenção se beneficiam diretamente do maior número de veículos em circulação, gerando empregos em diferentes bairros da cidade.
Ao mesmo tempo, o crescimento revela desafios para a mobilidade urbana. Muitos motoristas optam pela moto para evitar congestionamentos e ganhar flexibilidade no deslocamento diário, o que reforça o debate sobre a necessidade de melhorias no transporte público e no planejamento viário.



