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Vendas de veículos crescem mais de 50% em Ribeirão Preto nos últimos quatro anos

Dados mostram recuperação do mercado automotivo, mas economista alerta para cuidados com financiamento, consórcio e troca de usados
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O mercado automotivo de Ribeirão Preto apresentou uma recuperação consistente nos últimos quatro anos, acompanhando a tendência nacional de aumento no financiamento de veículos. Dados da Fenabrave indicam que as vendas na cidade saltaram de 10.827 unidades em 2022 para 16.502 em 2025, um crescimento acumulado superior a 50%.

O avanço reflete não apenas a retomada após um período de instabilidade econômica, mas também uma maior confiança dos consumidores, impulsionada pela ampliação do crédito, facilidades no financiamento e maior oferta de veículos novos e usados no mercado local.

Retomada

Para o economista Fred Nazar, o crescimento nas vendas está diretamente ligado à renda do consumidor. Segundo ele, quando há melhora na renda, o comprador se sente mais seguro para assumir compromissos de longo prazo, como financiamentos de até 60 meses.

Apesar do cenário positivo, o especialista faz um alerta: é preciso observar se esse ritmo de crescimento é sustentável. O principal risco é o endividamento excessivo, especialmente em situações de perda de renda ao longo do período de pagamento das parcelas.

Financiamento

Fred Nazar destaca que o financiamento oferece a vantagem da posse imediata do veículo, mas pode gerar um custo elevado ao longo do tempo. Em um exemplo citado, um carro financiado por R$ 100 mil pode chegar a custar mais de R$ 180 mil ao final do contrato, devido aos juros.

Antes de fechar negócio, o consumidor deve avaliar se o valor da parcela cabe no orçamento mensal e considerar cenários de imprevistos financeiros, evitando comprometer uma parcela elevada da renda.

Consórcio

Como alternativa, o consórcio pode representar um custo menor no longo prazo, já que não há cobrança de juros, apenas taxa de administração. Mesmo com taxas consideradas altas, a diferença em relação ao financiamento tradicional pode ser significativa.

No entanto, o economista lembra que o consórcio exige planejamento, já que a contemplação pode demorar. É uma opção mais indicada para quem não tem urgência na aquisição do veículo e consegue manter disciplina financeira ao longo do período.

Carro usado

O mercado de veículos usados segue aquecido e, segundo o especialista, é uma realidade para grande parte dos brasileiros, cuja renda não permite a compra de um carro zero. Ainda assim, a compra exige cuidados redobrados.

Entre as recomendações estão a realização de laudo cautelar, verificação da procedência, análise mecânica e preferência por lojas e concessionárias com boa reputação. A pesquisa prévia ajuda a evitar surpresas com manutenção e problemas ocultos.

Troca segura

Na troca de veículos, o consumidor deve ficar atento à avaliação do carro usado e à forma como o valor da entrada é aplicado no financiamento. Em muitos casos, o preço oferecido pelas lojas é inferior ao praticado em vendas particulares.

Fred Nazar orienta que o comprador compare propostas, analise taxas de juros e faça as contas antes de fechar negócio. A recomendação é agir com racionalidade e planejamento, evitando decisões por impulso que podem gerar prejuízos futuros.

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